Conferência RTP Universidade Minho

"The world is ruled by the TV" – já dizia Jim Morrison. Esta quinta-feira, também o director da RTP N defendia isso. No fundo, ele diz que as coisas só ficam visíveis e se tornam notícia quando aparecem na televisão. O irónico é que eu não vejo televisão e apesar de contrariado, continuo a estar a par do que se passa no mundo. Talvez por causa da Internet, fenómeno "carrasco de olhos" que atinje a maioria dos jovens universitários frustrados como eu. Mas mesmo frustrado, às vezes vejo uma luz, talvez quando estou na praia, e vejo o sol a pousar na água, que substitui certamente qualquer canal de televisão, porque ao menos estou a viver a minha realidade, e não a dos outros. Aprecio também o sol, mais do que a televisão, porque tendo a preservar aquilo que um dia vai acabar, de certa forma, as televisões nunca vão acabar, vão-se expandir, a praia…algumas delas já acabaram.
Mas voltando à conferência, ficam as intenções dos senhores da televisão…conjugar a televisão com a Internet, RTP Mobile, pôr televisão a dar na net, nas paragens de autocarro, no autocarro, nas casas de banho…enfim. Caso para se dizer…só se está bem mesmo na água! Por isso, esperem no futuro, por uns ecrãs a correr atrás e à frente dos vossos olhos, até vos porem cegos o suficiente para não conseguirem encarar a luz do sol. Esperem por um National Geographic com lagartos robóticos, realities-shows em que cada um não sai de casa e vê, beija, sente o próximo ecrã para ecrã, e em que o Cupido cede o seu lugar ao Creative (marca da minha webcam estúpida). Esperem por aprender tudo através do computador e do e-learning, e também pela televisão, e serem inundados por GB de informação, manuais, interactividade. Quando finalmente decidirmos fazer uma actividade real lá fora, não vamos lembrar de qual…ou melhor, estamos obesos demais para descer as escadas.

Ciber Addiction (3)

E quando nos pedem algo muito simples, que teoricamente demoraria 5 minutos na vida real, a obter resposta (sim ou não) mas que agora com a Internet, quase perdemos um dia a dizer não?
Lembro-me por exemplo, de pedirem códigos da TV Cabo antes 5 minutos de um jogo importante. Uma pessoa a pesquisar os códigos acaba por nem ver o jogo e ainda perde a noite inteira a pesquisar, e por vezes a resposta continua a ser NÃO!
 
Ou seja, qual é o objectivo? Ver o jogo, ou arranjar os códigos?

Ciber Addiction (2)

Já vos aconteceu partir alguma coisa de forma estúpida, ao ponto de pensarem em executar o comando CONTROL-Z, para voltar atrás…sei lá…deixar cair um copo, ou até dizer alguma coisa que não queriam ter dito….
Mais ainda, nunca vos aconteceu perder algum documento importante, ou o BI e desejarem poder efectuar um restauro de sistema à vossa vida para voltar atrás e reaver esse documento?
Já vi isso acontecer, mais um fenómeno de ciber addiction.
Neste panorama, é normal que um dia façamos uma visita ao médico, mas não para tratar das nossas lesões, (porque não saindo de casa, a menos perigos estamos sujeitos), mas sim para tratar das lesões do computador, uma queimadura em 1º grau da memória RAM, perda de memória, problemas de coração ou fonte de alimentação. Sendo assim, podemos presumir que, ou os técnicos informáticos são os novos "médicos" do séc. XXI, ou o curso de Medicina terá necessariamente de ser reestruturado.

Apresentação

Este espaço destina-se a homo digitalis, qualquer indivíduo que possua a doença “cyber addiction” e procure motivos para sair dela. Seja benvindo, se cá está, você tem essa doença, e nós ajudaremos a sair dela….ou não.
Como saber se tem “cyber addiction”?
R: No fim de ler este post, e sair do site, significa que tem “cyber addiction” e ficou afectado ao ponto de sair imediatamente daqui.