Redes: Saiba o que é uma VLAN e aprenda a configurar

Hoje vamos apresentar mais alguns conceitos e ensinar a configurar num switch Cisco.

Afinal o que é uma VLAN?

Devido ao crescimento e complexidade das redes informáticas, é muito comum nos dias de hoje que a rede física seja “dividida” em vários segmentos lógicos, denominadas de VLANs. Uma VLAN é basicamente uma rede lógica onde podemos agrupar várias máquinas de acordo com vários critérios (ex. grupos de utilizadores, por departamentos, tipo de tráfego, etc).

As VLANs permitem a segmentação das redes físicas, sendo que a comunicação entre máquinas de VLANs diferentes terá de passar obrigatoriamente por um router ou outro equipamento capaz de realizar encaminhamento (routing), que será responsável por encaminhar o tráfego entre redes (VLANs) distintas. De referir ainda que uma VLAN define um domínio de broadcast (ou seja, um brodcast apenas chega aos equipamentos de uma mesma VLAN). As VLANs oferecem ainda outras vantagens das quais se destacam: segurança, escalabilidade, flexibilidade, redução de custos, etc.

No exemplo da imagem a seguir temos 2 VLANs criadas no switch (VLAN 100 e VLAN 200).  Na VLAN 100 temos o Host A e o Host B. Na VLAN 200 temos o Host C e o Host D. Num switch podemos configurar várias VLANs criando assim vários domínios de broadcast  – o tráfego de uma VLAN não é enviado para outra VLAN. Para que tal aconteça é necessário que haja encaminhamento (por exemplo através de um router). Assim, neste exemplo, independentemente das máquinas estarem ligadas ao mesmo equipamento físico, o Host A só consegue comunicar com o Host B (e vice-versa) e o mesmo acontece com o Host C e o Host D.

Quando ter uma rede física segmentada em VLANs?

Imaginem, por exemplo, que foram contactados para implementar uma rede numa Universidade. Considerando que vamos ter utilizadores/serviços/perfis distintos (ex. Apoio à Direção, pessoal da contabilidade, pessoal dos recursos humanos, externos, etc) a ligarem-se à mesma rede física. Nesse sentido é importante que as máquinas estejam em redes separadas (mesmo estando ligadas no mesmo switch ou segmento de rede). Não faz sentido (essencialmente por questões de segurança), que um utilizador (ex.um aluno), se ligue à mesma rede onde estão os utilizadores que fazem parte do serviço da contabilidade.

Vejam o seguinte cenário para um edifício: 3 grupos distintos de utilizadores que pertencem à contabilidadegestão de recursos humanos e apoio à direção. Os utilizadores dos três serviços encontram-se distribuídos pelos vários pisos no mesmo edifício, mas em termos de rede (uma que vez foram configuradas VLANs), encontram-se na rede (VLAN) definida para cada serviço.

A comunicação entre utilizadores de serviços diferentes só é possível, se configurado o encaminhamento no router.

A constituição de VLANs numa rede física, pode dever-se a questões de:

  • Organização – diferentes departamentos/serviços podem ter a sua própria VLAN. De referir que a mesma VLAN pode ser configurada ao longo de vários switchs, permitindo assim que utilizadores do mesmo departamento/serviço estejam em locais físicos distintos (ex. Utilizador A – Polo 1, utilizador B – Polo 2) da mesma instituição;
  • Segurança– Pelas questões que já foram referidas acima, ou por exemplo para que os utilizadores de uma rede não tenham acesso a determinados servidores;
  • Segmentação– Permite dividir a rede física, em redes lógicas mais pequenas e assim tem um melhor controlo/gestão a nível de utilização/tráfego.

 

VLANs – Tipo de portas

Um switch com a capacidade para criação de VLAN suporta dois tipos de portas:

  • Portas de Acesso (ligações de acesso)
  • Portas Trunk (ligações partilhadas)

Uma Porta de Acesso (access), permite associar uma porta do switch a uma vlan. As portas do tipo acesso são usadas para ligar PCs, impressoras, etc. Por omissão, todas as portas do switch vêm configuradas na VLAN 1.

Uma Porta Trunk, normalmente usada para interligação de switchs ou ligação a routers, e permite a passagem de tráfego de várias VLANs. Configurando uma porta como trunk, todo o tráfego de todas as VLANs criadas no switch podem passar por lá, no entanto o administrador pode limitar ao número de VLANs que pretender. Como podem ver pela imagem seguinte, a ligação entre o switch A e o Switch B é realizado através de portas Trunk isto porque, no mesmo link, é necessário passar tráfego da VLAN 100 e 200.

Como configurar?

Para este artigo vamos considerar o exemplo anterior. Vamos também definir o seguinte endereçamento:

  • VLAN 100: 192.168.100.0/24
  • VLAN 200: 192.168.200.0/24

Para começar vamos criar as VLANs no switch A e depois associar a porta Fa0/2 e Fa0/3 à VLAN 100 e a Fa0/4 à VLAN 200. Vamos ainda atribuir o nome Estudantes à VLAN 100 e Docentes à VLAN 200. Para tal, entramos no SwitchA e realizamos as seguintes configurações:

SwitchA> enable
SwitchA# configure terminal
SwitchA(config)#vlan 100
SwitchA(config-vlan)#name estudantes
SwitchA(config-vlan)#vlan 200
SwitchA(config-vlan)#name docentes
SwitchA(config-vlan)#exit
 
SwitchA(config)#interface fastEthernet 0/2
SwitchA(config-if)#switchport mode access
SwitchA(config-if)#switchport access vlan 100
 
SwitchA(config-if)#interface fastEthernet 0/3
SwitchA(config-if)#switchport mode access
SwitchA(config-if)#switchport access vlan 100
 
SwitchA(config-if)#interface fastEthernet 0/4
SwitchA(config-if)#switchport mode access
SwitchA(config-if)#switchport access vlan 200

Devem realizar uma configuração semelhante para o SwitchB

SwitchB> enable
SwitchB# configure terminal
SwitchB(config)#vlan 100
SwitchB(config-vlan)#name estudantes
SwitchB(config-vlan)#vlan 200
SwitchB(config-vlan)#name docentes
SwitchB(config-vlan)#exit
 
SwitchB(config)#interface fastEthernet 0/2
SwitchB(config-if)#switchport mode access
SwitchB(config-if)#switchport access vlan 100
 
SwitchB(config-if)#interface fastEthernet 0/3
SwitchB(config-if)#switchport mode access
SwitchB(config-if)#switchport access vlan 200
 
SwitchB(config-if)#interface fastEthernet 0/4
SwitchB(config-if)#switchport mode access
SwitchB(config-if)#switchport access vlan 200

Por fim vamos configurar as portas trunk. Para tal vamos ao SwitchA, e definimos a porta fastEthernet 0/1 como Trunk.

SwitchA(config-if)#interface fastEthernet 0/1
SwitchA(config-if)#switchport mode trunk

Devem realizar uma configuração semelhante para o SwitchB

SwitchB(config-if)#interface fastEthernet 0/1
SwitchB(config-if)#switchport mode trunk

Caso pretendam ver as VLANS por porta, podem executar o comando show vlan

Testes

Vamos agora verificar se há comunicação entre máquinas da mesma VLAN, ligadas a switchs diferentes. Para a realização de testes vamos tentar pingar do PC0 para o PC3 (que pertencem à VLAN 100). Em seguida vamos pingar do PC2 para para PC5 (que pertencem à VLAN 200).

Comunicação entre PC0 e PC3

Comunicação entre PC2 e PC5

Espero que tenham percebido o conceito de VLAN, e caso queiram colocar em prática podem sempre consultar a data sheet dos vossos switchs para saber se suportam VLANS. Alguém usa esta tecnologia?

Existem ainda outros conceitos dentro do assunto das VLANs como por exemplo VTP, trunking (protocolo 802.1Q ou ISL da Cisco), subinterfaces, etc. Esperamos trazer estes temas em próximos artigos.

Como esconder um disco ou uma drive no Windows 10 mantendo-a acessível

Existem pequenos truques e pequenas alterações que podemos aplicar no Windows 10 e que o transformam de forma completa, melhorando-o. Muitas são bem conhecidas e já aplicadas, mas outras são mais discretas e nem todos conhecem.

Hoje trazemos mais uma das que estão normalmente escondidas e que são úteis para muitos utilizadores. Vamos aprender como é possível esconder um disco ou uma drive no Windows 10 mantendo-a acessível.

A ideia desta dica é permitir aos utilizadores que escondam algumas das suas drives ou discos, conseguindo no entanto aceder-lhes da mesma forma que o fazem nas restantes unidades, sem usar qualquer software.

O cenário inicial do Windows 10

Em qualquer máquina podemos ter acesso à lista de unidades de armazenamento pelo explorador de ficheiros, navegando cada uma delas de forma natural. É ai dentro que colocamos os ficheiros que queremos guardar.

Windows 10 drive disco esconder dica

Ao abrirmos o Explorador de ficheiros temos de imediato a lista dessas unidades, quer locais quer remotas, podendo ser discos ou unidades amoviveis.

Esconder um disco no Windows 10

O processo de esconder um disco ou uma drive começa no Editor de registo. Naveguem para o caminho abaixo e preparem-se para criar uma nova entrada. Caso a área Explorer não exista, devem criar essa chave.

HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Policies\Explorer

Ai dentro devem criar uma novo valor DWORD (32 bits), com o nome NoDrives. O valor a colocar ai dentro, com base decimal, depende da unidade que querem esconder.

Windows 10 drive disco esconder dica

Para cada uma das unidades possíveis no Windows, existe um valor associado. Caso pretendam esconder mais do que uma unidade, devem somar os seus valores e é esse que devem colocar no registo.

Após aplicar o valor na nova chave, o utilizador deve terminar a sua sessão e voltar a autenticar-se no Windows 10, isto para que a alteração seja aplicada. Para reverter bastará eliminar a chave criada ou atribuir-lhe o valor 0.

O cenário final do Windows 10

Após esta alteração, ao abrir o Explorado de ficheiros, a unidade que quiseram esconder deverá ter desaparecido e não será encontrada, conseguindo-se assim o pretendido.

Windows 10 drive disco esconder dica

No entanto, e porque a unidade deverá ser acessível, bastará colocar na barra de caminho do explorador o valor da unidade (ex: e:\) para que lhe acedam diretamente e sem problemas.

Esta pequena dica pode ajudar muitos a manterem as suas unidades escondidas e inacessíveis de olhares estranho e até maliciosos. Não é totalmente segura, mas garantirá uma proteção básica aos utilizadores que necessitem dela.

Como recuperar a informação de um PC que “crashou”

Os problemas podem ser vários: recuperar dados perdidos causados pelo bloqueio do sistema operativo Windows, BSOD (ou ecrãs azuis) constantes e outros problemas no arranque do PC. Poucas promessas e muitos resultados não é para todos, especialmente quando se fala de recuperar “catástrofes”.

A Wondershare lançou o Data Recovery Pro 6.60 com o WinPE Bootable Media para resolver problemas de arranque e recuperação de dados perdidos causados por um bloqueio do sistema.

Para que serve o Data Recovery Pro

Com inúmeros recursos avançados, recentemente, a Wondershare lançou o Data Recovery Pro 6.60. Em resumidas palavras podemos dizer que um dos benefícios mais evidentes da ferramenta é que permite a recuperação de dados de um sistema que crashou ou não se encontra nas melhores condições de trabalho.

O facto de dar suporte ao arranque com CD, DVD ou PEN via WinPE, permite ser usado para executar a operação de recuperação de dados quando um qualquer sistema do Windows não é capaz de arrancar de forma dita «normal».

Ora, esta característica permite aos seus utilizadores recuperar os seus conteúdos, mesmo quando o sistema falha ao arrancar ou mesmo se estiver a funcionar de forma irregular.

A atualização mais recente do Wondershare Data Recovery Pro 6.60 agora oferece suporte ao ambiente de pré-instalação do Windows. A ter em conta que esta Ferramenta de Recuperação de Dados está disponível para Windows e Mac, embora o seu recurso seja dedicado exclusivamente aos sistemas Windows.

 

Novidades para Recuperar Informação

Atualmente, esta poderosa ferramenta que é utilizada por mais de 5 milhões de utilizadores em todo o mundo, é considerada uma das mais antigas aplicações de recuperação de dados com mais de 10 anos de presença no mercado.

Em síntese, o Data Recovery Pro permite a recuperação de dados a partir de sistemas FAT, NTFS, exFAT, HFS e todos os principais sistemas de arquivos.

Além dos discos rígidos, este software consegue executar as operações de recuperação em unidades USB – pen drives ou discos rígidos USB -, cartões de memória e outras unidades de armazenamento de dados secundárias. É ainda possível recuperar mais de 550 formatos diferentes de arquivos.

Nesta mais recente atualização do Wondershare Data Recovery Pro, vai ser possível utilizar esta ferramenta para executar a operação de recuperação mesmo quando o sistema não está a funcionar, o que torna verdadeiramente útil antes de praticar um ato de desespero como pode ser ter de formatar o PC sem qualquer recuperação de dados.

Os utilizadores podem criar um CD, DVD ou uma USB de arranque a partir da interface do programa e que pode, sem dúvida, ajudar a arrancar com o sistema.

O dispositivo de arranque criado por nós pode ser usado para recuperar dados perdidos e excluídos em caso de emergência. Se o sistema Windows pendurar ou, por algum motivo não arranca, os utilizadores somente têm de inserir, por exemplo, uma pen de arranque e vai ser possível obter um arranque estável com escolha de dados a recuperar.

A ter em conta que esta ferramenta suporta o Windows Preinstallation Environment de forma a dar assistência aos seus utilizadores.

Dispositivo de arranque

Uma vez que o utilizador faça o arranque a partir do dispositivo amovível criado com o Data Recovery Pro, a pesquisa para conteúdos a recuperar ou perdido passa a ser possível.

A ferramenta de recuperação de dados executa uma análise rápida, mas profunda com elevado nível de precisão. No final, vai ser possível visualizar os dados encontrados e possíveis de recuperar, bem como vai ser possível escolher somente os dados que pretendemos recuperar seletivamente.

Para quem ainda não conhece, esta ferramenta pode ser descarregada a partir da página oficial. Quem já conhece, este é um reforço de qualidade e merece uma grande oportunidade.

 

Recuperar informação após um desastre com o WinPE Bootable Media

Abaixo, apresentamos, por passos, como é possível criar um sistema de arranque WinPE Bootable Media através o Wondershare Data Recovery Pro:

Passo 1:

Criar Unidade USB de arranque ou CD / DVD

Garantir uma pen USB em branco ou CD / DVD virgem para criar o disco de arranque. De seguida, podemos fazer o download gratuito do Wondershare Data Recovery Pro e continuar a seguir este guia.

Passo 2:

Defina o computador para inicializar a partir da unidade USB

Antes de começar a recuperação de dados, iremos necessitar alterar a sequência do arranque do computador onde será efetuada a recuperação. É necessário reiniciar o computador e com a tecla de função da BIOS (poderá ser a tecla DEL ou F2) para configurar o computador para arrancar a partir da unidade USB.

Passo 3:

Recupere os seus dados com o Wondershare Data Recovery WinPE

Corra o Wondershare Data Recovery a partir da pen drive para começar a pesquisar o computador, sendo possível copiar os dados do disco rígido ou recuperar todos os dados do computador.

Com o Deep Scan, a aplicação pode pesquisar mais ficheiros do computador que deu problemas, embora o tempo da operação possa variar consoante as características do mesmo.

Passo 4:

Visualizar Dados Recuperados e Guardá-los

Após a verificação profunda, Deep Scan, concluída, vai ser possível visualizar todos os ficheiros perdidos e clicar no botão “Recuperar” para recuperar os nossos ficheiros.

Deepin 15.4: Um Linux mais bonito que o Windows e macOS?

O projecto Linux Deepin, que já apresentamos aqui, tem como principal objectivo transformar o Debian num sistema ainda mais bonito e simples de usar.

O Deepin é uma distribuição Linux, agora baseada no Debian Unstable, que vem com um ambiente gráfico bastante elegante, eficiente e simplificado  que dá pelo nome de Deepin Desktop Environment (DDE) – parece um misto de Windows com MacOS.

Conheça as novidades do novo Deepin 15.4.

Download

Download: deepin-15.4-amd64.iso (2,491MB, MD5, pkglist)
Homepage: Linux Deepin

Fonte: Deepin 15.4: Um Linux mais bonito que o Windows e macOS?

5 dicas que pode usar já para melhorar o seu Windows 10

Como nem todas as otimizações do Windows 10 estão visíveis de forma direta, trazemos hoje 5 simples mas muito importantes dicas que podem usar de imediato.

Todos procuramos ter as máquinas sempre prontas a serem usadas, rápidas e otimizadas. Para isso podemos usar aplicações externas, mas o Windows 10 vem preparado para tratar deste tema, sem qualquer problema.

As dicas de hoje centram-me na otimização deste sistema operativo, sempre recorrendo às ferramentas que podem usar diretamente e sem qualquer instalação.

Vamos tornar o Windows ainda mais rápido no arranque

O processo é todo realizado na zona de gestão de energia do Windows 10 pelo que é necessário começar por aceder a essa zona. Escrevam Energia na zona de pesquisa para obterem acesso às Opções de Energia do Windows 10.

Uma vez nessa zona devem procurar a opção Escolher o que fazem os botões para ligar/desligar. Devem encontrar esta opção do lado esquerdo, junto ao acesso a outras opções de energia.

win10_rapido_boot_3

Para ativarem o acesso à área que querem alterar, devem escolher a opção Alterar definições que estão atualmente indisponíveis. Esta opção requer que o utilizador tenha permissões de administrador ou que esta mudança seja feita pelo próprio Administrador.

Podem ver neste nosso artigo como ativar a conta de Administrador no Windows 10 e usar essa conta de forma pontual para esta alteração.

win10_rapido_boot_4

É agora chegada a hora de verificarem o estado da opção que procuram desde o início. Deslizem para o final dessa janela do Windows 10 e procurem a opção Ativar o arranque rápido.

Caso esta opção esteja desativada, podem clicar na caixa de seleção para que fique pronta a ser usada. Não se esqueçam de carregar no botão abaixo para que as alterações sejam guardadas.

win10_rapido_boot_5

Após este passo o Windows irá ter um comportamento completamente diferente no seu arranque, sendo muito mais rápido e por consequência mais eficiente.


Já reparou que tem o sistema de restauro desligado?

A ativação do restauro do sistema é feita através do painel do controlo ou procurando por Criar Ponto de Restauro.

restauro_00

Depois basta selecionar o disco/partição e carregar em Configurar

restauro_01

Em seguida, devem selecionar a opção “Ativar a proteção do sistema” e depois indicar a quantidade de GB em disco a usar por esta funcionalidade.

restauro_02

Esta é sem dúvida uma das mais interessantes e úteis funcionalidades do Windows. Se tiverem bastante espaço em disco deixem-na ativa pois poderá ser fundamental no caso de terem algum problema com o sistema.


Afinal quem anda a consumir os seus dados?

Estando esta informação na zona de configuração das interfaces de rede, é por isso necessário chegar aí. Para isso comecem por abrir o Menu Iniciar e escolham a opção Definições.

Na zona de definições do Windows 10 devem escolher a opção de acesso às interfaces de rede. Escolham por isso a opção Rede e internet.

dados_2

Nessa nova janela devem procurar um separador onde vão poder ver a informação de forma agregada. Este é o separador Utilização de dados.

Comecem por aí e vejam, de forma agregada e num gráfico, a utilização de dados que tiveram nos últimos 30 dias, por tipo de interface (wifi, 3G, etc).

Para acederem à informação com maior detalhe devem carregar na opção Detalhes de utilização, que fica abaixo do gráfico.

dados_3

É aqui que vão ver toda a informação com maior detalhe, sendo agrupada por aplicação e por volume de consumo de dados.

A ordenação da lista é precisamente por este último campo, podendo o utilizador ver por ordem quais os principais culpados dos consumos anormais de dados.

dados_4

Como referimos antes não existe qualquer detalhe adicional sobre os dados consumidos, sendo apenas apresentada informação por aplicação, de forma agregada.

Habituem-se a verificar esta informação de forma periódica e a tentar descobrir aplicações que consumem dados de forma anormal. Os passos seguintes são conhecidos e passam apenas pela sua remoção e monitorização constante!


Como ganhar algum espaço extra no Windows 10

Para ganharem este espaço extra vamos recorrer a uma função de compressão do Windows 10 e em particular a um novo mecanismo chamado Compact OS.

Para isso só precisam de ter aberta uma janela do Terminal e executar o comando abaixo:

COMPACT.EXE /CompactOS:always

O início do processo é feito com o normal Enter e de imediato este começa a comprimir os ficheiros do Windows.

dica_win_10_espaco_2

Se pretenderem podem acompanhar o processo de compressão e de ganho de espaço através das propriedades do vosso disco onde o Windows 10 está instalado.

Lentamente, e porque este é um processo que demora algum tempo, vão ver o espaço livre a crescer, aumentando as possibilidades de alojarem mais ficheiros.

dica_win_10_espaco_3

No final do processo vão conseguir ter um ganho significativo no espaço livre do vosso disco. Tudo depende da vossa máquina e da instalação do Windows 10 que têm no vosso computador.

No nosso caso, e como podem ver pelas imagens, ganhamos mais de 3GB de espaço em disco, libertando-o para outras tarefas e para armazenar outros ficheiros.

dica_win_10_espaco_4

Caso necessitem de aceder a esses ficheiros que comprimiram ou se não se sentirem seguros com o processo que acabaram de realizar, o mesmo pode ser revertido a qualquer momento, bastando para isso que seja usado um comando similar.

Nas mesmas condições que usaram para comprimir essa versão do Windows, devem correr o comando abaixo:

COMPACT.EXE /CompactOS:never

Para muitos este espaço ganho pode não ser significativo, mas há de certeza utilizadores a quem estes 2 ou 3GB de espaço vão fazer muita falta e por isso devem ser aproveitados.


Proteja-se e faça cópias de segurança dos drivers

Sempre que fazem uma reinstalação do Windows 10, ou uma simples reposição deste sistema, têm de passar pelo chato e moroso processo de reinstalação dos drivers. Este até pode ser simples se os tiverem convosco, mas caso tenham de os procurar, então esta tarefa complica-se.

Mas este processo pode ter acabado se recorrerem a um simples comando do DOS. Com o DISM.exe podem salvaguardar e repor os drivers em qualquer altura e sem qualquer trabalho.

Como criar uma cópia de segurança dos drivers do Windows 10

O primeiro passo lógico é criarem uma pasta para guardarem os drivers que vão exportar. Coloquem-na diretamente numa pen USB ou na raiz do vosso disco, para depois a copiarem e guardarem.

 dism /online /export-driver /destination:C:\Pplware

De seguida só precisam de correr o comando que apresentamos acima, numa janela de DOS com permissões de administrador. Alterem a parte final do comando para a localização onde querem, tendo o cuidado de escolher um nome sem espaços.

Windows 10 Driver DISM backup

Deixem o processo correr e no final será mostrada uma mensagem de sucesso. A partir desse momento podem copiar a pasta criada para uma pen que vão guardar até necessitarem de repor os drivers no Windows 10.

Como repor uma cópia de segurança dos drivers no Windows 10

O processo de reposição destes drivers deve ser feito numa máquina acabada de instalar e que estejam a querer preparar para uma utilização no dia-a-dia.

Basta abrirem uma janela de DOS com permissões de administrador e executar o comando abaixo. Lembrem-se de adaptar o caminho, que neste caso está na pasta Pplware na drive D.

dism /online /Add-Driver /Driver:D:\Pplware /Recurse

Também neste passo será mostrada uma mensagem no final a indicar o êxito do processo. Aproveitem e reiniciem a vossa máquina para que o processo termine.

Windows 10 Driver DISM repor

Esta é a forma mais simples e rápida de guardarem os drivers do vosso Windows 10 sempre que quiserem fazer uma reinstalação do sistema. Basta fazer uma cópia de segurança e a posterior reposição, sem terem de os ir procurar à página do fabricante ou a outro qualquer recanto da Internet.

Fonte: 5 dicas que pode usar já para melhorar o seu Windows 10

Como sobreviver a um pedido de resgate (dos seus dados)

Estamos a falar de “ransomware de encriptação” – muito mais perigoso e virtualmente impossível de resolver sem o pagamento do “resgate”.

O chamado “ransomware” é um tipo de “malware” cada vez mais frequente e, infelizmente, eficaz. Há diversos tipos de ransomware, sendo o mais básico uma variante do “scareware” – a vítima é convencida de que efectivamente só pagando é que se livrará da ameaça, muito embora esta possa ser imaginária e/ou removida de forma eficaz por métodos convencionais. O chamado “Vírus da PSP”, que há uns anos foi muito frequente em Portugal, pertence a esta categoria.

Mas aqui estamos a falar de “ransomware de encriptação” – muito mais perigoso e, a menos que o utilizador (ou empresa) tenha tomado precauções, virtualmente impossível de resolver sem o pagamento do “resgate”.

Fonte: Como sobreviver a um pedido de resgate (dos seus dados) – Pplware

Dica Windows 10: Desligue completamente o OneDrive

Se não utiliza o OneDrive, então poderá querer remover completamente a sua presença nas pastas do sistema. Siga este guia para o fazer.

Uma das características do Windows 10, e também do 8.1, é a integração total com o serviço cloud OneDrive. A ligação entre eles é tão próxima que até é possível ver uma pasta de sistema no Explorador de Ficheiros, sem a possibilidade de a remover de forma normal.

Se isto pode ser muito bom para quem utiliza realmente este serviço cloud, para outros só está a tomar espaço desnecessário e não tem qualquer interesse em ser mantido. Se o quiser remover, basta seguir este guia.

Além da pasta do OneDrive visível no Explorador do Windows, também o seu serviço de sincronização é carregado automaticamente no início do sistema.

onedrive_disable_2

Junto ao relógio, deverá estar lá o ícone correspondente ao OneDrive. Para previnir que volte a iniciar automaticamente com o início do sistema, clique sobre o ícone com o botão direito > Definições > separador Definições > desmarcar a opção Iniciar automaticamente o OneDrive…, confirmando de seguindo com OK. No entanto, esta opção não é suficiente para eliminar totalmente a presença do OneDrive.

onedrive_disable_1

No Windows 8.1/10 na versão Pro, Enterprise ou Education, é possível utilizar o Editor de Políticas de Grupo para eliminar completamente a presença do OneDrive no Explorador do Windows.

Para o fazer, deve:

  • Abrir o Editor de Políticas de Grupo Local, ou executar gpedit.msc a partir do Menu Iniciar;
  • Navegar até Configuração do computador > Modelos administrativos > Componentes do Windows > OneDrive;
  • Fazer duplo clique sobre Impedir a utilização do OneDrive no armazenamento de ficheiros;
  • Fechar o editor e reiniciar o PC.

onedrive_disable_3

Após o PC ser reiniciado, já não aparecerá mais a pasta corresponde ao OneDrive.

Se o Windows for a versão Home, então é necessário proceder de outra forma, recorrendo ao editor de registos, já que não está disponível o Editor de políticas de Grupo Local. Assim, o procedimento é:

  • Abrir o Editor de registo, bastando para isso executar regedit a partir do Menu Iniciar;
  • Navegar até HKEY_LOCAL_MACHINE\Software\Policies\Microsoft\Windows\OneDrive. Caso não exista, deve criar a chave OneDrive, clicando com o botão direito sobre a chave/pasta Windows > Novo > Chave, dando-lhe o nome OneDrive;
  • Fazer duplo clique sobre o registo DisableFileSyncNGSC e alterar-lhe o valor para 1. Caso não exista, deve ser criado o novo registo, clicando com o botão direito sobre OneDrive > Novo > Valor DWORD (32 bits), dando-lhe o nome DisableFileSyncNGSC, atribuindo-lhe depois o valor 1;
  • Fechar o Editor de registo e reiniciar o PC.

onedrive_regedit

O procedimento é aplicado a todos os utilizadores. Se o OneDrive já tiver sido utilizado anteriormente, no caso de ainda existirem ficheiros anteriormente sincronizados, estes permanecerão na pasta local do OneDrive.

Fonte: Dica Windows 10: Desligue completamente o OneDrive – Pplware