Deepin 15.4: Um Linux mais bonito que o Windows e macOS?

O projecto Linux Deepin, que já apresentamos aqui, tem como principal objectivo transformar o Debian num sistema ainda mais bonito e simples de usar.

O Deepin é uma distribuição Linux, agora baseada no Debian Unstable, que vem com um ambiente gráfico bastante elegante, eficiente e simplificado  que dá pelo nome de Deepin Desktop Environment (DDE) – parece um misto de Windows com MacOS.

Conheça as novidades do novo Deepin 15.4.

Download

Download: deepin-15.4-amd64.iso (2,491MB, MD5, pkglist)
Homepage: Linux Deepin

Fonte: Deepin 15.4: Um Linux mais bonito que o Windows e macOS?

5 serviços de rede que pode ter no seu GNU/Linux

As distribuições GNU/Linux têm as características perfeitas para implementar os mais diversos serviços de rede. As configurações dos serviços são normalmente realizadas em ficheiros, de uma forma simples e rápida, e a gestão dos próprios serviços é também bastante flexível.

Hoje apresentamos 5 serviços que podem ser facilmente instalados e configurados num GNU/Linux.

linux

1) Servidor de DHCP

O DHCP é um serviço de rede com o objectivo de automatizar todo o processo de configuração do protocolo TCP/IP nos diversos equipamentos de uma rede (ex. computadores, dispositivos móveis, impressoras, etc). Este é sem dúvida um processo que reduz o esforço de configuração por parte de qualquer administrador de sistemas numa rede informática.

Pode também criar um sistema Failover para DHCP.

dhcp1

 

2) Servidor de DNS

O DNS (Domain Name System), é responsável pela tradução de nomes, em endereços de IP. Todos os websites que visitamos têm associado um endereço de IP, além de nós só sabermos o seu nome, Neste caso ao visitarmos o pplware.com, estamos a aceder ao IP 213.13.65.157, mas é muito mais simples para o ser humano decorar Pplware.com, do que 213.13.65.157.

dns_71

3) Servidor de FTP

O FTP (File Transfer Protocol) continua a ser um dos protocolos mais usados para transferência de ficheiros.

Neste segmento existem vários soluções sendo que uma das mais populares para Linux é sem dúvida o VSFTP uma vez que oferece várias funcionalidades das quais se destacam o suporte para IPv6 e SSL.

Além do VSFTP podem também usar o Proftpd.

ftp_05-720x400

4) LAMP

Basicamente um LAMP (Linux, Apache, MySQL e PHP) é um conjunto de serviços sobre Linux, que nos permitem criar um verdadeiro servidor Web (Apache – para colocar conteúdos online como por exemplo sites, plataformas como wordpress, Joomla, wikis, etc) com suporte para a linguagem de programação PHP com suporte para o serviço de base de dados MySQL.

lamp

5) Servidor de Horas (NTP)

O NTP (Network Time Protocol) é um protocolo de sincronização, que permite automaticamente  acertar os relógios das máquinas.

Este protocolo usa a porta 123 e o protocolo UDP e foi concebido para ser robusto e fiável, garantindo que o relógio interno de um servidor seja mantido na hora exacta, a partir da informação de sincronização por outros servidores NTP no mundo.

ntp_06

Estes são alguns dos serviços mais comuns numa rede de dados. Carregando nos links podem conhecê-los melhor assim como aprender a instalá-los no GNU/Linux.

Fonte: 5 serviços de rede que pode ter no seu GNU/Linux – Pplware

Linux: Como aumentar a velocidade de acesso à Internet?

Infelizmente no mundo da tecnologia/comunicações não existem “milagres”! Quando se fala em acesso à Internet tudo depende da velocidade contratada ao operador e como sabemos essa largura de banda é normalmente partilhada por outros utilizadores.

No entanto é sempre possível fazer algumas afinações no sistema de modo a garantir a velocidade mais rápida possível. Para quem usa Linux, aqui ficam algumas dicas.

Alteração do DNS

Um dos serviços mais importantes em qualquer rede é o DNS (Domain Name System)). Este serviço é responsável pela tradução de nomes, em endereços de IP e vice-versa e funciona à base de pedidos e respostas, isto é, uma máquina faz um pedido para saber o IP associado a um determinado nome e o serviço envia-lhe essa informação.

Quanto mais rápido for essa resposta mais rápida será a ligação da nossa máquina ao servidor (ex. servidor web) que pretendemos aceder. Um dos serviços de DNS mundiais mais rápidos actualmente é o da Google com os endereços 8.8.8.8 e 8.8.4.4 (isto para IPv4) e 2001:4860:4860::8888 (para IPv6).

DNS_00

Alteração do MTU

MTU é a abreviatura para Maximum Transmission Unit. O MTU é basicamente o parâmetro que determina o tamanho máximo dos pacotes (por exemplo, se vão enviar um filme de 800 MB pela rede, esse conteúdo tem de ter “partido” em pedaços mais pequenos (fragmentação) para que seja recebido pelo destinatário).

Se o valor do MTU é pequeno isso traduz-se num maior número de pacotes criados o que significa a ocupação do canal de transmissão por mais tempo.  Mas afinal qual o melhor MTU?

Podemos fazer testes e verificar qual a melhor valor para nossa ligação. Para isso podem recorrer à popular ferramenta ping e começar com um MTU de 1472 (o standard para Ethernet é 1500 bytes) e depois incrementar /decrementar 10 até encontrarem qual o melhor valor.

mtu_00

Depois de encontrarem o melhor valor basta ir ao ficheiro /etc/network/interfaces e acrescentar a linha “mtu 1472” (indicando qual o vosso melhor valor encontrado.

mtu_01

Browser

Ao nível do browser é também possível fazer algumas afinações. Tanto o Firefox com Chrome/Chromium permitem activar um tipo de “fast caching” que pode aumentar a velocidade dos nossos acessos regulares. Para activar tal funcionalidade (no chrome) basta escrever o endreço

cache

Fonte: Linux: Como aumentar a velocidade de acesso à Internet? – Pplware

Comandos Linux para Totós – Tutorial nº 21

Comandos Linux para Totós – Tutorial nº 21

Criado por Pedro Pinto em 16 de Novembro de 2011 | 15 comentários

Configuração de parâmetros de rede

Ora vivam caros linuxianos!!! Cá estamos nós para mais uma rubrica “Comandos Linux para Totós”. Pelo feedback que temos tido de muitos leitores sobre esta rubrica, concluímos mais uma vez que esta “pequena” documentação sobre Linux tem ajudado muitos a darem os primeiros passos no mundo do terminal preto. Era esse o nosso objectivo e ficamos muito satisfeitos com todos os comentários.

Estão prontos para mais uma rubrica…terminal preto já está On? Ora vamos lá…

linux_totos

Nos dias que correm uma máquina sem Internet é quase como uma peça de museu! Nesse sentido, além de ser importante saber configurar a rede num sistema Linux é também importante saber fazer troubleshootingcaso haja algum problema. Tendo como base o Linux CentOS, hoje vamos ensinar a configurar as interfaces de rede e outros parâmetros associados. Va

Ficheiros para configuração dos parâmetros de rede

  • /etc/hosts – Registo de nomes (locais)
  • /etc/host.conf – Indica a ordem pela qual os nomes são resolvidos em IPs
  • /etc/resolv.conf – Indicação dos servidores de DNS
  • /etc/sysconfig/network – Hostname (nome da máquina) e gateway

Na directoria etc/sysconfig/network-scripts/ podem ser encontrados vários scripts de configuração das interface.

Vamos a uns exemplos de configuração dos ficheiros referidos anteriormente, considerando os seguintes parâmetros de rede de uma máquina:

  • Endereço IP: 192.168.0.1
  • Mascara: 255.255.255.0
  • Gateway:  IP: 192.168.0.254
  • DNS: 192.168.0.254 e 192.168.0.253

Vamos então à configuração dos ficheiros.

/etc/hosts

No ficheiro hosts é normalmente associado o nome da máquina ao endereço loopback. No entanto, este ficheiro pode também ser usado para associar “manualmente” um nome a um endereço IP.

[root@pplware network-scripts]# cat /etc/hosts
 127.0.0.1   tiger.pplware.com localhost.localdomain    localhost
 ::1    localhost6.localdomain6    localhost6

etc/host.conf

Este ficheiro indica a ordem que deve ser seguida para resolver um nome num endereço IP. No seguinte exemplo podemos ver que o primeiro ficheiro a ser consultado é o hosts e o parâmetro bind refere-se ao serviço de DNS configurado no ficheiro /etc/resolv.conf.

[root@pplware network-scripts]# cat /etc/host.conf
order hosts,bind

/etc/resolv.conf

Neste ficheiro configuramos os servidores de DNS. A directiva search

[root@pplware network-scripts]# cat /etc/resolv.conf
; generated by /sbin/dhclient-script   nameserver 192.168.0.254
nameserver 192.168.0.253

/etc/sysconfig/network

Tal como referido, neste ficheiro indicamos o nome da máquina e o gateway.

[root@pplware network-scripts]# cat /etc/sysconfig/network
NETWORKING=yes
NETWORKING_IPV6=no
HOSTNAME=tiger.pplware.com
GATEWAY=192.168.0.100

/etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0

Vamos agora configurar a interface de rede propriamente dita. Como exemplo vamos ensinar como configurar a interface eth0 (configurada a partir do ficheiro ifcfg-eth0, que se encontra no tal directório referido anteriormente – /etc/sysconfig/network).

[root@pplware network-scripts]#cat /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0
# Intel Corporation 82545EM Gigabit Ethernet Controller (Copper)
DEVICE=eth0:0
BOOTPROTO=static
BROADCAST=192.168.0.255
IPADDR=192.168.0.1
NETMASK=255.255.255.0
NETWORK=192.168.0.0
ONBOOT=yes

Por hoje é tudo! Espero que estejam a aproveitar estes tutoriais para aumentar ainda mais o vosso conhecimento sobre Linux e aguardo ansiosamente o vosso feedback. E os vossos contributos? Alguém quer contribuir com artigos? mail me :)

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Comandos Linux para Totós – Tutorial nº17

Comandos Linux para Totós – Tutorial nº17

Criado por Pedro Pinto em 8 de Outubro de 2011 | 1 comentário

Ora vivam caros Linuxianos (quase Gurus) !!! Cá estamos nós para mais uma rubrica “Comandos Linux para Totós”. Se bem se lembram, nas ultimas duas rubricas ensinamos a criar utilizadores, grupos, a gerir os ficheiros onde essa informação é mantida, etc. Para complementar esta parte, hoje vamos aprender mais alguns comandos que permitem modificar, apagar utilizadores e grupos.

É hora de abrir o terminal preto para testar mais uns comandos! Lets go…

totos

Recapitulando como criar utilizadores e grupos

Se bem se lembram, para criar um utilizador no Linux via terminal podemos usar um dos seguintes comandos:useradd ou adduser. A função do useradd e adduser no Fedora / Centos é igual. Já em distribuições baseadas em Debian, o adduser disponibiliza um método interactivo para criação de contas (várias questões sobre parâmetros do utilizador).

De maneira idêntica à forma como se criam utilizadores, podemos também criar grupos usando o comandogroupadd.

Outros comandos

passwd – Permite mudar a password de um determinado utilizador

pplware@pplware:~$ passwd ppinto
Changing password for user ppinto.
New UNIX password:

chfn – Mudar o campo que contém o nome completo do utilizador

chfn ppinto
Changing finger information for ppinto.
Name [Pedro Pinto]:

usermod – Permite modificar parâmetros de uma conta (ex. directório do utilizador,gid, passwod, etc).

  • -c “Nome Completo” – Modifica o nome de um utilizador
  • -d /Directório  – Modifica o directório associado ao utilizador
  • ‐e  AAAA/MM/DD – Define a data em que a  conta do utilizador expira
  • ‐f  nº de dia – Define o número de dias que a conta de um utilizador expire
  • ‐g  grupo – Define um novo grupo
  • -p password – Define nova password
  • -s shell – Define nova shell
pplware@pplware:~$ usermode –c “Pedro Pinto” ppinto

userdel – Permite remover uma determinada conta e respectivos ficheiros

pplware@pplware:~$ userdel –r ppinto

chage – muda a informação relativa ao período de expiração da password.

pplware@pplware:~$ chage -l ppinto
Last password change                                    : Nov 05, 2009

Password expires                                        : never
Password inactive                                       : never
Account expires                                         : never
Minimum number of days between password change          : 0
Maximum number of days between password change          : 99999
Number of days of warning before password expires       : 7

Se nunca quiser que a password expire deve usar o seguinte comando

pplware@pplware:~$ chage -M 99999 nome_do_utilizador

GRUPOS

gwpasswd –  Alterar a password de um determinado grupo

groupdel – Apagar um determinado grupo

Por hoje é tudo! Espero que estejam a aproveitar estes tutoriais para aumentar ainda mais o vosso conhecimento sobre Linux. E os vossos contributos? Alguém quer contribuir com artigos? mail me :)

Comandos Linux para Totós – Tutorial nº14

Comandos Linux para Totós – Tutorial nº14

Criado por Pedro Pinto em 20 de Setembro de 2011 | 14 comentários

Aprenda a criar alias

Ora vivam caros linuxianos!!! Cá estamos nós para mais uma rubrica “Comandos Linux para Totós”. Pelo feedback que temos tido de muitos leitores sobre esta rubrica, concluímos que esta “pequena” documentação sobre Linux tem ajudado muitos a darem os primeiros passos no mundo do terminal preto. Era esse o nosso objectivo e ficamos muito satisfeitos com todos os comentários. Não se esqueçam que podem enviar as vossas dicas por e-mail para serem publicadas.

O terminal preto está pronto? Let’s go…

totos

Depois de na última rubrica termos aprendido a criar utilizadores através da linha de comandos (ver aqui) fica já definido que nos próximos artigos iremos ensinar a criar grupos e a perceber a informação contida no ficheiro que mantém o registo dos utilizadores.

Para um utilizador que usa frequentemente a linha de comandos é normal usar o mesmo comando, com os respectivos parâmetros, várias vezes nas suas sessões. Por vezes, os comandos podem tornam-se “complexos” e extensos e nesse momento nada melhor que criar um alias para simplificar a invocação do comando.

De uma forma geral, e no contexto do terminal de comandos linux, um alias é um nome “amigável” que podemos atribuir para invocar um comando complicado de decorar ou então um comando extenso.

Sintaxe do alias
alias novo_nome='comando'

Vamos considerar o seguinte comando como exemplo:

sed -e "s/pedro/Pedro/g" < entrada.txt > saída.txt

E se fosse possível invocar o comando seguinte escrevendo no terminal, por exemplo, apenas sedpp. Para tal, basta criar o seguinte alias:

alias sedpp=’sed -e "s/pedro/Pedro/g" < entrada.txt > saída.txt'

Desta forma, além de ser possível introduzir todo o comando referido, podemos apenas invocar o mesmo, escrevendo sedpp.

No linux existe o ficheiro .bashrc onde podemos guardar de forma permanente todos alias criados. Assim, mesmo que façamos restart ao sistema, a informação sobre os alias criados não é perdida.

Exemplo do ficheiro .bashrc (para quem quiser editar o ficheiro pode usar o comando vi .bashrc)

# .bashrc
# User specific aliases and functions
alias rm='rm -i'
alias cp='cp -i'
alias mv='mv –i'   alias sedpp=’sed -e "s/pedro/Pedro/g" < entrada.txt > saída.txt'   # Source global definitions
if [ -f /etc/bashrc ]; then
. /etc/bashrc
fi

Fácil não é? Ficamos agora a espera da vossa parte de alguns alias que acham que seriam interessantes de criar no terminal linux.

E se eu pretende-se apenas escrever ‘e’ para desligar o sistema?

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Comandos Linux para Totós – Tutorial nº15

Comandos Linux para Totós – Tutorial nº15

Criado por Pedro Pinto em 24 de Setembro de 2011 | 16 comentários

Onde fica guardada a informação dos utilizadores e as passwords?

Ora vivam caros linuxianos!!! Cá estamos nós para mais uma rubrica “Comandos Linux para Totós”. Depois de terem aprendido a criar utilizadores via linha de comandos, hoje vamos mostrar onde o Linux guarda a informação dos utilizadores e respectiva password  e de que forma.

Já ligaram os motores do terminal preto? Vamos lá então.

totos

Se bem se lembram, para criar um utilizador no Linux via terminal podemos usar um dos seguintes comandos:useradd ou adduser. A função do useradd e adduser no Fedora / Centos é igual. Já em distribuições baseadas em Debian, o adduserdisponibiliza um método interactivo para criação de contas (várias questões sobre parâmetros do utilizador).

E onde fica essa informação?

O ficheiro «/etc/passwd», guarda a lista de todos os utilizadores do sistema.

passwd_00

Onde os campos anteriores representam:

passwd_01Como podemos verificar, o segundo campo corresponde à password e apenas tem um «x». Nas distribuições recentes, a password do utilizador é cifrada e mantida no ficheiro «/etc/shadow». Tal acontece porque o ficheiro /etc/passwd está sempre desprotegido para que qualquer utilizador possa ler o seu conteúdo.

pplware@tiger:~$ cat /etc/shadow
pplware:$$aJGev/yi$Vxva4ns3g1/sjQtay6fF.sbD.m7B7hE0Gu1:15219:0:99999:7:::
ppinto:$$ncgFWWQZyC5bW7JjQgNj3F.xii1x4oHXkE/Yy5M/0gQkSTAcG0:15234:0:99999:7:::

Resumindo, a informação dos utilizadores é mantida no ficheiro passwd e as respectivas passwords são guardadas no ficheiro shadow. No próximo tutorial vamos falar sobre grupos. Bom fim de semana!

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