Configurar uma VLAN

Afinal o que é uma VLAN?

Devido ao crescimento e complexidade das redes informáticas, é muito comum nos dias de hoje que a rede física seja “dividida” em vários segmentos lógicos, denominadas de VLANs. Uma VLAN é basicamente uma rede lógica onde podemos agrupar várias máquinas de acordo com vários critérios (ex. grupos de utilizadores, por departamentos, tipo de tráfego, etc).

As VLANs permitem a segmentação das redes físicas, sendo que a comunicação entre máquinas de VLANs diferentes terá de passar obrigatoriamente por um router ou outro equipamento capaz de realizar encaminhamento (routing), que será responsável por encaminhar o tráfego entre redes (VLANs) distintas. De referir ainda que uma VLAN define um domínio de broadcast (ou seja, um broadcast apenas chega aos equipamentos de uma mesma VLAN). As VLANs oferecem ainda outras vantagens das quais se destacam: segurança, escalabilidade, flexibilidade, redução de custos, etc.

No exemplo da imagem a seguir temos 2 VLANs criadas no switch (VLAN 100 e VLAN 200).  Na VLAN 100 temos o Host A e o Host B. Na VLAN 200 temos o Host C e o Host D. Num switch podemos configurar várias VLANs criando assim vários domínios de broadcast  – o tráfego de uma VLAN não é enviado para outra VLAN. Para que tal aconteça é necessário que haja encaminhamento (por exemplo através de um router). Assim, neste exemplo, independentemente das máquinas estarem ligadas ao mesmo equipamento físico, o Host A só consegue comunicar com o Host B (e vice-versa) e o mesmo acontece com o Host C e o Host D.

Quando ter uma rede física segmentada em VLANs?

Imaginem, por exemplo, que foram contactados para implementar uma rede numa Universidade. Considerando que vamos ter utilizadores/serviços/perfis distintos (ex. Apoio à Direção, pessoal da contabilidade, pessoal dos recursos humanos, externos, etc) a ligarem-se à mesma rede física. Nesse sentido é importante que as máquinas estejam em redes separadas (mesmo estando ligadas no mesmo switch ou segmento de rede). Não faz sentido (essencialmente por questões de segurança), que um utilizador (ex.um aluno), se ligue à mesma rede onde estão os utilizadores que fazem parte do serviço da contabilidade.

Vejam o seguinte cenário para um edifício: 3 grupos distintos de utilizadores que pertencem à contabilidadegestão de recursos humanos e apoio à direção. Os utilizadores dos três serviços encontram-se distribuídos pelos vários pisos no mesmo edifício, mas em termos de rede (uma vez que foram configuradas VLANs), encontram-se na rede (VLAN) definida para cada serviço.

A comunicação entre utilizadores de serviços diferentes só é possível, se configurado o encaminhamento no router.

A constituição de VLANs numa rede física, pode dever-se a questões de:

  • Organização – diferentes departamentos/serviços podem ter a sua própria VLAN. De referir que a mesma VLAN pode ser configurada ao longo de vários switchs, permitindo assim que utilizadores do mesmo departamento/serviço estejam em locais físicos distintos (ex. Utilizador A – Polo 1, utilizador B – Polo 2) da mesma instituição;
  • Segurança– Pelas questões que já foram referidas acima, ou por exemplo para que os utilizadores de uma rede não tenham acesso a determinados servidores;
  • Segmentação– Permite dividir a rede física, em redes lógicas mais pequenas e assim tem um melhor controlo/gestão a nível de utilização/tráfego.

 

VLANs – Tipo de portas

Um switch com a capacidade para criação de VLAN suporta dois tipos de portas:

  • Portas de Acesso (ligações de acesso)
  • Portas Trunk (ligações partilhadas)

Uma Porta de Acesso (access), permite associar uma porta do switch a uma vlan. As portas do tipo acesso são usadas para ligar PCs, impressoras, etc. Por omissão, todas as portas do switch vêm configuradas na VLAN 1.

Uma Porta Trunk, normalmente usada para interligação de switchs ou ligação a routers, e permite a passagem de tráfego de várias VLANs. Configurando uma porta como trunk, todo o tráfego de todas as VLANs criadas no switch podem passar por lá, no entanto o administrador pode limitar ao número de VLANs que pretender. Como podem ver pela imagem seguinte, a ligação entre o switch A e o Switch B é realizado através de portas Trunk isto porque, no mesmo link, é necessário passar tráfego da VLAN 100 e 200.

Como configurar?

Para este artigo vamos considerar o exemplo anterior. Vamos também definir o seguinte endereçamento:

  • VLAN 100: 192.168.100.0/24
  • VLAN 200: 192.168.200.0/24

Para começar vamos criar as VLANs no switch A e depois associar a porta Fa0/2 e Fa0/3 à VLAN 100 e a Fa0/4 à VLAN 200. Vamos ainda atribuir o nome Estudantes à VLAN 100 e Docentes à VLAN 200. Para tal, entramos no SwitchA e realizamos as seguintes configurações:

SwitchA> enable
SwitchA# configure terminal
SwitchA(config)#vlan 100
SwitchA(config-vlan)#name estudantes
SwitchA(config-vlan)#vlan 200
SwitchA(config-vlan)#name docentes
SwitchA(config-vlan)#exit
 
SwitchA(config)#interface fastEthernet 0/2
SwitchA(config-if)#switchport mode access
SwitchA(config-if)#switchport access vlan 100
 
SwitchA(config-if)#interface fastEthernet 0/3
SwitchA(config-if)#switchport mode access
SwitchA(config-if)#switchport access vlan 100
 
SwitchA(config-if)#interface fastEthernet 0/4
SwitchA(config-if)#switchport mode access
SwitchA(config-if)#switchport access vlan 200

Devem realizar uma configuração semelhante para o SwitchB

SwitchB> enable
SwitchB# configure terminal
SwitchB(config)#vlan 100
SwitchB(config-vlan)#name estudantes
SwitchB(config-vlan)#vlan 200
SwitchB(config-vlan)#name docentes
SwitchB(config-vlan)#exit
 
SwitchB(config)#interface fastEthernet 0/2
SwitchB(config-if)#switchport mode access
SwitchB(config-if)#switchport access vlan 100
 
SwitchB(config-if)#interface fastEthernet 0/3
SwitchB(config-if)#switchport mode access
SwitchB(config-if)#switchport access vlan 200
 
SwitchB(config-if)#interface fastEthernet 0/4
SwitchB(config-if)#switchport mode access
SwitchB(config-if)#switchport access vlan 200

Por fim vamos configurar as portas trunk. Para tal vamos ao SwitchA, e definimos a porta fastEthernet 0/1 como Trunk.

SwitchA(config-if)#interface fastEthernet 0/1
SwitchA(config-if)#switchport mode trunk

Devem realizar uma configuração semelhante para o SwitchB

SwitchB(config-if)#interface fastEthernet 0/1
SwitchB(config-if)#switchport mode trunk

Caso pretendam ver as VLANS por porta, podem executar o comando show vlan

Testes

Vamos agora verificar se há comunicação entre máquinas da mesma VLAN, ligadas a switchs diferentes. Para a realização de testes vamos tentar pingar do PC0 para o PC3 (que pertencem à VLAN 100). Em seguida vamos pingar do PC2 para para PC5 (que pertencem à VLAN 200).

Comunicação entre PC0 e PC3

Comunicação entre PC2 e PC5

Espero que tenham percebido o conceito de VLAN, e caso queiram colocar em prática podem sempre consultar a data sheet dos vossos switchs para saber se suportam VLANS.

Existem ainda outros conceitos dentro do assunto das VLANs como por exemplo VTP, trunking (protocolo 802.1Q ou ISL da Cisco), subinterfaces, etc.

Dica: Como saber onde a memória RAM está montada no seu PC e na sua motherboard

A memória é um dos principais componentes de um computador. É ali que são guardados os dados que as aplicações usam e que precisam de consultar de forma recorrente e rápida. Claro que o Windows gere esta memória de forma automática e eficiente.

Muitos optam por aumentar a memória RAM do seu computador, para assim este ser mais rápido e eficiente. A pergunta é muitas vezes: onde e de que forma a RAM está aplicada na motherboard? O Windows tem a resposta, de uma forma muito simples e rápida.

Saber em que slots está a memória colocada na motherboard é importante para quem quer conhecer a sua máquina ou para quem a quer atualizar. Dependendo do número de slots ou da memória colocada, esta atualização poderá ter de ser feita de forma específica ou até mesmo ser impossível.

Onde está montada a memória RAM no seu PC

O Windows tem presente esta informação, um local que a maioria não conhece. Optam por usar programas externos, que assim dão esta informação. Se abrirem o Gestor de Tarefas (Ctrl + Alt + Del, tecla Windows + X ou Ctrl + Shift + ESC), vão ter mais informações.

Windows RAM memória motherboard

Ai dentro, no separador Desempenho, há muito mais informação. Escolham depois Memória e recolham a informação do lado direito. Aí têm a velocidade da memória, a sua forma e as ranhuras utilizadas.

O Windows tem toda a informação necessária

Nesta última encontram o número de slots presentes e quais destes estão ocupados nesse momento. Como seria esperado, o Windows tem ainda mais informação útil para dar ao utilizador. Esta está ainda mais escondida.

Windows RAM memória motherboard

Precisam apenas de manter o cursor do rato em cima da área das ranhuras utilizadas. Em pouco segundos é apresentada a informação da quantidade de memória RAM cada uma das slots têm a ocupar. Podem ver o tamanho e a velocidade de cada pente de RAM aplicado em cada ranhura.

Esta informação, de extrema importância, é útil para muitos utilizadores. Desta forma simples podem ter acesso a ela sem terem de abrir a máquina ou arriscar sem saber se conseguem realizar a pretendida atualização.

Redes: Saiba o que é uma VLAN e aprenda a configurar

Hoje vamos apresentar mais alguns conceitos e ensinar a configurar num switch Cisco.

Afinal o que é uma VLAN?

Devido ao crescimento e complexidade das redes informáticas, é muito comum nos dias de hoje que a rede física seja “dividida” em vários segmentos lógicos, denominadas de VLANs. Uma VLAN é basicamente uma rede lógica onde podemos agrupar várias máquinas de acordo com vários critérios (ex. grupos de utilizadores, por departamentos, tipo de tráfego, etc).

As VLANs permitem a segmentação das redes físicas, sendo que a comunicação entre máquinas de VLANs diferentes terá de passar obrigatoriamente por um router ou outro equipamento capaz de realizar encaminhamento (routing), que será responsável por encaminhar o tráfego entre redes (VLANs) distintas. De referir ainda que uma VLAN define um domínio de broadcast (ou seja, um brodcast apenas chega aos equipamentos de uma mesma VLAN). As VLANs oferecem ainda outras vantagens das quais se destacam: segurança, escalabilidade, flexibilidade, redução de custos, etc.

No exemplo da imagem a seguir temos 2 VLANs criadas no switch (VLAN 100 e VLAN 200).  Na VLAN 100 temos o Host A e o Host B. Na VLAN 200 temos o Host C e o Host D. Num switch podemos configurar várias VLANs criando assim vários domínios de broadcast  – o tráfego de uma VLAN não é enviado para outra VLAN. Para que tal aconteça é necessário que haja encaminhamento (por exemplo através de um router). Assim, neste exemplo, independentemente das máquinas estarem ligadas ao mesmo equipamento físico, o Host A só consegue comunicar com o Host B (e vice-versa) e o mesmo acontece com o Host C e o Host D.

Quando ter uma rede física segmentada em VLANs?

Imaginem, por exemplo, que foram contactados para implementar uma rede numa Universidade. Considerando que vamos ter utilizadores/serviços/perfis distintos (ex. Apoio à Direção, pessoal da contabilidade, pessoal dos recursos humanos, externos, etc) a ligarem-se à mesma rede física. Nesse sentido é importante que as máquinas estejam em redes separadas (mesmo estando ligadas no mesmo switch ou segmento de rede). Não faz sentido (essencialmente por questões de segurança), que um utilizador (ex.um aluno), se ligue à mesma rede onde estão os utilizadores que fazem parte do serviço da contabilidade.

Vejam o seguinte cenário para um edifício: 3 grupos distintos de utilizadores que pertencem à contabilidadegestão de recursos humanos e apoio à direção. Os utilizadores dos três serviços encontram-se distribuídos pelos vários pisos no mesmo edifício, mas em termos de rede (uma que vez foram configuradas VLANs), encontram-se na rede (VLAN) definida para cada serviço.

A comunicação entre utilizadores de serviços diferentes só é possível, se configurado o encaminhamento no router.

A constituição de VLANs numa rede física, pode dever-se a questões de:

  • Organização – diferentes departamentos/serviços podem ter a sua própria VLAN. De referir que a mesma VLAN pode ser configurada ao longo de vários switchs, permitindo assim que utilizadores do mesmo departamento/serviço estejam em locais físicos distintos (ex. Utilizador A – Polo 1, utilizador B – Polo 2) da mesma instituição;
  • Segurança– Pelas questões que já foram referidas acima, ou por exemplo para que os utilizadores de uma rede não tenham acesso a determinados servidores;
  • Segmentação– Permite dividir a rede física, em redes lógicas mais pequenas e assim tem um melhor controlo/gestão a nível de utilização/tráfego.

 

VLANs – Tipo de portas

Um switch com a capacidade para criação de VLAN suporta dois tipos de portas:

  • Portas de Acesso (ligações de acesso)
  • Portas Trunk (ligações partilhadas)

Uma Porta de Acesso (access), permite associar uma porta do switch a uma vlan. As portas do tipo acesso são usadas para ligar PCs, impressoras, etc. Por omissão, todas as portas do switch vêm configuradas na VLAN 1.

Uma Porta Trunk, normalmente usada para interligação de switchs ou ligação a routers, e permite a passagem de tráfego de várias VLANs. Configurando uma porta como trunk, todo o tráfego de todas as VLANs criadas no switch podem passar por lá, no entanto o administrador pode limitar ao número de VLANs que pretender. Como podem ver pela imagem seguinte, a ligação entre o switch A e o Switch B é realizado através de portas Trunk isto porque, no mesmo link, é necessário passar tráfego da VLAN 100 e 200.

Como configurar?

Para este artigo vamos considerar o exemplo anterior. Vamos também definir o seguinte endereçamento:

  • VLAN 100: 192.168.100.0/24
  • VLAN 200: 192.168.200.0/24

Para começar vamos criar as VLANs no switch A e depois associar a porta Fa0/2 e Fa0/3 à VLAN 100 e a Fa0/4 à VLAN 200. Vamos ainda atribuir o nome Estudantes à VLAN 100 e Docentes à VLAN 200. Para tal, entramos no SwitchA e realizamos as seguintes configurações:

SwitchA> enable
SwitchA# configure terminal
SwitchA(config)#vlan 100
SwitchA(config-vlan)#name estudantes
SwitchA(config-vlan)#vlan 200
SwitchA(config-vlan)#name docentes
SwitchA(config-vlan)#exit
 
SwitchA(config)#interface fastEthernet 0/2
SwitchA(config-if)#switchport mode access
SwitchA(config-if)#switchport access vlan 100
 
SwitchA(config-if)#interface fastEthernet 0/3
SwitchA(config-if)#switchport mode access
SwitchA(config-if)#switchport access vlan 100
 
SwitchA(config-if)#interface fastEthernet 0/4
SwitchA(config-if)#switchport mode access
SwitchA(config-if)#switchport access vlan 200

Devem realizar uma configuração semelhante para o SwitchB

SwitchB> enable
SwitchB# configure terminal
SwitchB(config)#vlan 100
SwitchB(config-vlan)#name estudantes
SwitchB(config-vlan)#vlan 200
SwitchB(config-vlan)#name docentes
SwitchB(config-vlan)#exit
 
SwitchB(config)#interface fastEthernet 0/2
SwitchB(config-if)#switchport mode access
SwitchB(config-if)#switchport access vlan 100
 
SwitchB(config-if)#interface fastEthernet 0/3
SwitchB(config-if)#switchport mode access
SwitchB(config-if)#switchport access vlan 200
 
SwitchB(config-if)#interface fastEthernet 0/4
SwitchB(config-if)#switchport mode access
SwitchB(config-if)#switchport access vlan 200

Por fim vamos configurar as portas trunk. Para tal vamos ao SwitchA, e definimos a porta fastEthernet 0/1 como Trunk.

SwitchA(config-if)#interface fastEthernet 0/1
SwitchA(config-if)#switchport mode trunk

Devem realizar uma configuração semelhante para o SwitchB

SwitchB(config-if)#interface fastEthernet 0/1
SwitchB(config-if)#switchport mode trunk

Caso pretendam ver as VLANS por porta, podem executar o comando show vlan

Testes

Vamos agora verificar se há comunicação entre máquinas da mesma VLAN, ligadas a switchs diferentes. Para a realização de testes vamos tentar pingar do PC0 para o PC3 (que pertencem à VLAN 100). Em seguida vamos pingar do PC2 para para PC5 (que pertencem à VLAN 200).

Comunicação entre PC0 e PC3

Comunicação entre PC2 e PC5

Espero que tenham percebido o conceito de VLAN, e caso queiram colocar em prática podem sempre consultar a data sheet dos vossos switchs para saber se suportam VLANS. Alguém usa esta tecnologia?

Existem ainda outros conceitos dentro do assunto das VLANs como por exemplo VTP, trunking (protocolo 802.1Q ou ISL da Cisco), subinterfaces, etc. Esperamos trazer estes temas em próximos artigos.

4 Mini PCS para 2019

O segmento dos mini PCs, também designados de SBC (Single Board Computers), tem crescido significativamente e hoje existem no mercado as mais diversas soluções. É verdade que estes mini PCs não são super máquinas, mas servem na perfeição para muitos projetos.

Hoje deixamos um pequeno TOP 4 dos mini PCs mais populares.

#1 – Raspberry PI

O Raspberry PI é um projeto de sucesso nas mais diversas áreas. Este mini PC tem a capacidade de transformar uma tradicional TV numa smartTV, pode ser usado em projetos académicos e industriais/comerciais, na área da domótica, na área da automação, no segmento automóvel, etc. Já viu o nosso seu pack económico?

Principais características

  • CPU: Cortex-A53 ARM de 64 bits com 4 núcleos a 1.4GHz
  • RAM: 1 GB
  • Comunicações:
    • Wireless 802.11ac e Bluetooth 4.2
    • Faster Ethernet (Gigabit Ethernet over USB 2.0)
  • Suporte para Power-over-Ethernet (com PoE HAT)

Raspberry PI


#2 – ODroid XU4

Outra boa opção neste segmento dos mini PCs é o ODroid XU4. Este equipamento tem tido bastante sucesso, tudo por causa do CPU Samsung, de 8 núcleos, que é refrigerado por um ventilador. Comparativamente ao Raspberry Pi, o ODroid XU4 tem um formato menor, sendo inclusive mais compacto.

O XU4 tem suporte para várias versões do Linux, incluindo o Ubuntu 16.04 mas também o Android 4.4 KitKat, 5.0 Lollipop e 7.1 Nougat. O preço é de aproximadamente 84 euros.

Principais características

  • CPU:  Samsung Exynos5422 Cortex™-A15 2Ghz e Cortex™-A7 Octa core e GPU Mali-T628 MP6
  • RAM: 2GB
  • Comunicações:
    • Gigabit Ethernet
  • 2 x USB 3.0, 1 x USB 2.0
  • HDMI 1.4a
  • (ver aqui todas as especificações)

ODroid XU4


#3 – NanoPi NEO4

E o NanoPi NEO4 conhece? Este é um dos mini PCs mais baratos do mercado, mas incluiu várias características interessantes. Pode adquirir apenas a plada deste mini PC, ou então as placas e os mais diversos componentes – ver aqui. O preço da placa ronda os 40 euros.

Principais características

  • CPU: Rockchip RK3399 (64-bit dual-core Cortex A72 + Quad-core Cortex A53) com GPU Mali-T864
  • RAM: 1GB RAM DDR3
  • Comunicações:
    • Interface Wi-FI (apenas 2,4 Ghz)
  • USB 3.0, HDMI 2.0, PCIe, interface tipo C e OTG

NanoPi NEO4


#4 – Banana Pi-M64

O Banana Pi é outra boa solução para quem procura um miniPC. O Banana Pi-M64 é uma versão melhorada do Banana Pi pois já traz suporte para sistemas operativos a 64 bits, como, por exemplo, o Android, Ubuntu ou Debian.

Principais características

  • CPU: 1.2 Ghz Quad-Core ARM Cortex A53 64-Bit
  • RAM: 2GB DDR3
  • Memória de armazenamento: 8G EMMC
  • Comunicações:
    • 10/100/1000Mbps Ethernet
    • WiFi (AP6212) & Bluetooth
  • 2x USB A 2.0, 1 xUSB OTG, 1x HDMI, 1 audio jack

NanoPi NEO4

Xiaomi 70MAI Pro Dash Cam, a câmara que precisa para o seu carro

Há países onde a captação de imagens durante as viagens de carro é muito comum por uma questão de segurança, e depois as peripécias do trânsito acabam muitas vezes por ir parar à Internet e por proporcionar bons momentos de gargalhadas. Por cá, em Portugal, esta utilização ainda não foi banalizada, mas há cada vez mais condutores a conduzirem com câmaras ligadas apontadas para a estrada.

Com a assinatura Xiaomi, damos-lhe a conhecer a 70MAI Pro, o modelo mais avançado da 70MAI.

Não é proibido usar Dash Cams em Portugal?

Vamos começar por responder à questão que muitos fazem no momento de comprar uma Dash Cam, que se prende com a sua legalidade.

Atualmente, não existe lei específica para as “dash cams” em Portugal. A lei existente, que abrange todos os tipos de câmaras, relacionada com proteção de dados e quebra de privacidade, diz respeito à captação, tratamento e divulgação de imagens que identifiquem claramente indivíduos, sem o seu consentimento, que de alguma forma sejam destacados. Cada um será responsável pelo uso que faz dessas imagens, com qualquer tipo de câmara (incluindo de um smartphone).

No que diz respeito a evidências para seguradoras ou outros crimes, informação a mais não será problema, e cada entidade decide se faz uso, ou não, das hipotéticas provas.

Xiaomi 70MAI Pro Dash Cam

A Xiaomi tem presença em várias áreas da tecnologia, com a sua própria marca ou sob o nome de outras sub-marcas, onde as câmaras de ação ou as dash cams se incluem.

A 70MAI Pro Dash Cam apresenta-se como mais uma solução de câmara de trânsito inteligente, com uma qualidade de imagem superior ao modelo 70MAI e a muitos dos modelos existentes no mercado a preços semelhantes.

Esta câmara tem um sensor Sony IMX335 com uma resolução máxima de 2592 x 1944 píxeis (2.7K). Tem um ângulo de captura de 140º e uma abertura de f/1.8, algo que garante uma boa qualidade de imagem em ambientes noturnos.

Para gravação das imagens, a câmara suporta cartão de memória microSD até 64 GB e pode ser ligada a qualquer smartphone Android (4.1 ou superior) e iOS (8.0 ou superior). A câmara tem uma bateria de 500 mAh que pode ser carregada através do carregador de isqueiro.

Com esta câmara, o utilizador pode tirar partido de gravação contínua (mesmo no estacionamento), do sistema de segurança ADAS (Sistema Avançado de Assistência ao Motorista, para alertas de segurança) e ainda do sensor de gravidade, capaz de detetar se o carro se encontra numa situação iminente de acidente, acionando de imediato a câmara para registar o momento.

Tem ainda WDR (wide dinamic range), modo de condução noturna e ainda pode ser utilizada através do controlo por voz.

A dash cam Xiaomi 70MAI Pro está disponível por menos de 50€. Durante o checkout, deve utilizar a opção “Adicionar Seguro para Impostos e Taxas” (Add duty & tax insurance), para que possa ser reembolsado de taxas de alfândega, se necessário.

70MAI Pro Dash Cam

Aproveite ainda


Dúvidas com tecnologia Powerline?

Quando o tema é tecnologia Powerline (a Ethernet pela rede eléctrica) são muitas as dúvidas dos leitores. Ao longo de alguns anos fomos recolhendo algumas das questões pertinentes dos utilizadores que agora publicamos com as respectivas respostas.

Sabe se os adaptadores powerline funcionam em redes trifásicas? Qual é o alcance máximo dos dispositivos powerline? Conheça as respostas a estas e outras questões.

P. Os adaptadores powerline funcionam em redes trifásicas?

R. A tecnologia powerline funciona em instalações com múltiplas fases. Só encontrará problemas caso a instalação possua mais do que um contador de luz, uma vez que este atenua fortemente o sinal.

P. É necessário proteger uma rede powerline como no caso de uma rede WiFi?

R. Não é estritamente necessário (porque os contadores eléctricos tendem a impedir a passagem de sinal entre vizinhos no mesmo prédio, por exemplo), mas é aconselhado, e pode ser facilmente feito através de botões no adaptador ou de software como o Devolo Cockpit.

P. É possível usar os adaptadores powerline em blocos de tomadas?

R. Sim… e não. Quando possuímos um bloco de tomadas e temos um adaptador powerline com tomada “pass-through”, o ideal é ligar primeiro o adaptador e depois ligar o bloco usando a tomada integrada. No entanto, caso isso não seja possível, o adaptador powerline pode de facto ser ligado a um bloco de tomadas, muito embora vá perder uma parte do seu desempenho. Esta ligação é desaconselhada sobretudo no caso de blocos com protecção integrada (protecção de sobretensão, filtros contra interferências, etc.), os quais podem mesmo impedir o funcionamento do adaptador.

P. Qual é o alcance máximo dos dispositivos powerline?

R. No caso dos dispositivos devolo que utilizam tecnologia Range+, o alcance máximo teórico é de 400 metros – o que significa que pode ser usado virtualmente em qualquer cenário de utilização doméstico, mesmo em moradias com vários pisos.

P. Quantos adaptadores posso ligar numa rede powerline?

R. Várias dezenas!, muitos mais do que o número de divisões na sua casa.

P. O desempenho do powerline também se degrada com a distância, como o WiFi?

R. Sim, muito embora essa degradação seja muito menor e muito menos rápida do que em redes sem fios. Além disso, a tecnologia powerline não sofre de um problema adicional das redes sem fios, que é congestão e interferência do sinal devido a um elevado número de utilizadores a partilharem os mesmos canais.

P. Ouvi dizer que o funcionamento de micro-ondas e outros electrodomésticos pode interferir no desempenho de uma rede powerline. É verdade?

R. Este foi um problema sobretudo para os adaptadores pré-HomePlug (85 Mbps) e para os HomePlug de primeira geração (200 Mbps) e praticamente não afecta os de nova geração (gerações 500, 650 e 1200). No entanto, como tudo na vida, depende: depende da qualidade da rede eléctrica e da própria qualidade do equipamento electrodoméstico.

P. Os adaptadores de 500 Mbps costumam ter portas Fast Ethernet 10/100. Isso não limita o desempenho?

R. Todos os fabricantes de dispositivos powerline usam as mesmas designações de velocidade genéricas (200, 500, 1200..) mas isso não tem necessariamente uma relação directa com a velocidade real. Esses números referem-se à capacidade teórica máxima do chipset em modo duplex e incluem também a informação de “overhead” necessária para a comunicação propriamente dita – o que faz com que uma porta 10/100 num adaptador de 500 Mbps não constitua na realidade um estrangulamento do desempenho. No caso da devolo, a marca só inclui portas Gigabit nas suas gamas dLAN 650+ e dLAN 1200+.

P. Uma vez que os adaptadores powerline estão sempre ligados, o consumo eléctrico não é significativo?

R. Não. Isto porque a maioria das marcas inclui modos de baixo consumo quando é detectado que não há dados a circular pela rede. No caso da devolo, os dispositivos da marca utilizam uma tecnologia patenteada que permite uma redução significativa do consumo face aos dispositivos mais antigos. A título de exemplo, um adaptador dLAN 550+ tem um consumo médio de 2,6 watts mas de apenas 0,6 watts em stand-by.

Fonte: Dúvidas com tecnologia Powerline? O Pplware esclarece! – Pplware

Verifique a saúde do seu PC com estas ferramentas

Para a maioria dos problemas existe uma solução, mas primeiro é necessário diagnosticá-los. Hoje deixamos-lhe 7 ferramentas que o vão ajudar.

 

1. Monitor de Desempenho

O Windows tem já integrado um software que permite avaliar o desempenho do seu computador. No Windows 10, basta aceder ao menu iniciar do Windows e escrever “Monitor de Desempenho” (ou “Performance Monitor”) e abrir a aplicação.

monitor_desempenho

Por definição, o Monitor só apresenta a percentagem do Tempo de Processador, que revela quanto da CPU está a ser utilizada em determinado momento. A esta análise poderá adicionar outros parâmetros como a utilização de disco, a energia utilizada, o tamanho índice de pesquisa, entre outras opções.

 

2. CPU-Z

O CPU-Z é um software que analisa e apresenta a informação de todo o hardware interno. É indispensável para, por exemplo, quem pretende alterar peças do PC e evitar problemas de incompatibilidade. No caso de querer comprar um computador em segunda mão, este software poderá ser útil para confirmar se inclui todo o hardware indicado pelo vendedor.

cpu

CPU-Z


Visite o Usados Pplware

3. Angry IP Scanner

Esta ferramenta verifica a sua rede para detectar os endereços IP e as portas que estão a ser utilizadas e por que dispositivos. Poderá utilizá-lo para, por exemplo, verificar se não existe nenhum intruso na sua rede.

angryip

Angry IP Scanner


Leia ainda Uma forma fácil de saber se andam estranhos na sua rede Wi-Fi

4. WinDirStat

O WinDirStat verifica todas as unidades de memória do seu PC e mostra o espaço que cada uma tem ocupado, permitindo assim detectar e eliminar facilmente ficheiros que estão a ocupar espaço desnecessário.

WinDirStat

WinDirStat

5. Diagnóstico de Memória do Windows

Esta é outra ferramenta que o Windows tem à sua disposição. Através dela, o PC será reiniciado e no arranque, a ferramenta irá executar vários testes à memória RAM. Se encontrar algum erro ou falha, a ferramenta irá indicar o foco do problema de modo a que o resolva rapidamente.

memória_pc

 

6. JScreenFix

Se o seu ecrã apresenta um píxel brilhante de forma constante, isso pode significar que tem um píxel preso (stuck pixel), esta ferramenta promete reparar a situação em menos de 10 minutos. Mas de que forma?

JScreenFix

O que ela faz é piscar a área do ecrã com o píxel preso com centenas de cores diferentes de forma a que volte ao normal. Há, no entanto, que ter em consideração que a ferramenta não faz milagres e, em alguns casos, não irá conseguir solucionar o problema.

JScreenFix

7. MalwareBytes

O MalwareBytes é um dos softwares de detecção e prevenção de malware mais populares. Através da versão gratuita é capaz de detectar e remover malware com tecnologia anti-malware, anti-spyware e anti-rootkit líder na indústria. Procura pelas ameaças mais recentes e mais perigosas e ainda remove malware com segurança.

Uma das mais recentes novidades deste software é que agora também já dispõe de protecção contra ransomware.

MalwareBytes

Fonte: Verifique a saúde do seu PC com estas ferramentas – Pplware