Conheça o Google Music beta e saiba como experimentá-lo!

Conheça o Google Music beta e saiba como experimentá-lo!

Criado por Hugo Cura em 2 de Julho de 2011 | 41 comentários

Foi no passado dia 10 de Maio que a Google, no seu evento anual Google I/O, deu a conhecer o serviço Google Music beta.

Em resumo, este serviço permitirá alojar a nossa música na cloud e poder aceder-lhe a partir de qualquer lado a qualquer momento. Mas… infelizmente a Google decidiu que apenas o iria disponibilizar, inicialmente, para os Estados Unidos da América.

O facto da exclusividade de acesso, assim que soube, desinteressou-me e liguei pouco a pormenores e detalhes do serviço. No entanto, recentemente, chegou-me um convite à caixa do correio… e o resto conto depois!

Como funciona?

O funcionamento é bastante simples e idêntico ao Dropbox, mas desta vez destinado exclusivamente à música.

Ao instalar o Music Manager no computador, disponível para PC ou Mac, e indicando-lhe o caminho para o repositório de música, ele trata de fazer o upload e organizar tudo por intérpretes, álbuns ou géneros, agregando-lhe a respectiva foto desde que exista toda essa informação. Dependerá, claro, da organização que já tiver no seu repositório local. É também possível, simplesmente, ordenar todas as músicas alfabeticamente.

Feito isso, toda a música estará agora acessível e poderá ser reproduzida a partir de um browser. Aí poderão ser criadas várias listas de reprodução, manualmente (drag&drop de álbum ou música), automaticamente (segundo alguns critérios) ou “Instant Mixes” que cria uma lista de reprodução rápida onde se vão adicionando músicas à medida que vão sendo ouvidas. Todas as listas de reprodução serão sincronizadas, instantaneamente, com todos os dispositivos. Existem outras opções como reprodução aleatória, repetição e Thumbs Up / Down para votação na música, útil à criação de listas de reprodução automáticas.

Claro que o Android não poderia ser deixado de fora! Está disponível para todos os smartphones e tablets, com o sistema operativo Android 2.2+, a aplicação Music. Nesta aplicação é possível fazer tudo o que descrevi acima para o browser e, adicionalmente, tem a opção “Disponível off-line” que permite descarregar intérpretes ou álbuns completos para o dispositivo móvel, via Wi-Fi ou 3G.

Quais as características do serviço?

Ao contrário da maioria dos serviços de alojamento, que têm o limite definido em espaço, este serviço da Google inova e permite 20.000 ficheiros de música! É isso mesmo, vinte mil, independentemente do seu tamanho e taxa de bits. Considerando uma média de 10MB por cada música, poder-se-á contar com cerca de 200GB de espaço na cloud só para música!!

Para já sabe-se apenas que o serviço será gratuito enquanto se encontrar em fase beta. Por isso… é de aproveitar!

… mas … parece que “é só para alguns”… nomeadamente os americanos. Mas eu sou português, bem português, e estou a desfrutar deste serviço! No final do artigo partilho como o fazer.

Enquanto ouvia música no computador peguei num Android e comecei a usar. Subitamente a música pára no computador e vejo a seguinte mensagem:

Digamos que esta restrição pode ser útil pois permite ter, automaticamente, apenas um local a reproduzir. No entanto, em determinadas situações, poderia também ser útil ter vários locais simultaneamente. Na mensagem mostrada acima, a ligação é esta.

Quanto a formatos suportados, podem ser enviados ficheiros áudio nos formatos MP3, AAC, WMA e FLAC. É sabido também que os ficheiros no formato FLAC serão recodificados para MP3 @ 320kbps.

Aspecto da interface

Após receber o convite, enquanto me registava no serviço, adicionei à minha conta todas as músicas gratuitas lá disponibilizadas. Tratam-se de 1 ou 2 músicas, no máximo, de álbuns de vários artistas. No total fiquei com quase 300 músicas disponíveis que dão para experimentar e analisar imediatamente o serviço.

Todas as interfaces são bastante simples e intuitivas, como seria de esperar.

No browser

Tal como expliquei já no início do artigo, o sítio http://music.google.com/ trata-se de um autêntico player nobrowser onde é possível reproduzir, controlar reprodução e criar listas, organizar, etc. A melhor explicação para o seu básico funcionamento está no vídeo acima.

Toda a interface é em HTML5 excepto o player que é em flash. É possível abrir a página nos tablets e reproduzir música, desde que esteja essa página aberta, mas não há grande vantagem pois a aplicação Music, no Android, é bastante mais prática.

O separador onde estiver aberto o music beta fica com o nome da música actualmente em reprodução, útil para saber o nome da música actual sem ter de abrir a página, passando apenas com o cursor.

A pesquisa, quer no browser quer nos dispositivos móveis, é sempre instantânea, isto é, vão aparecendo os resultados à medida que se vai escrevendo.

No smartphone de 3.5″ (480×320 pixéis)

A interface do Music é bastante recheada e um ecrã destas dimensões quase que não é suficiente… quase, mas é. Esta dimensão de ecrã (há ainda mais pequenos) continua ainda a ser prevista na concepção das aplicações, abrangendo assim um maior leque de modelos.

Esta aplicação, para um processador de ~600MHz é um pouco pesada pois é bastante rica graficamente. No entanto funciona muito bem desempenhando bem a sua função.

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Notei um pormenor que, ao escolher a visualização de conteúdos “Recentes” e “Álbuns”, na posição horizontal, a aplicação crasha. Dever-se-á, muito provavelmente, a necessidades gráficas mais exigentes que as que estesmartphone alberga.

No tablet de 7″ (1024×600 pixéis)

O Samsung Galaxy Tab 7″, embora se trate ainda de um tablet oficialmente com o Android 2.2 Froyo, esta aplicação encaixa que nem uma luva.

O aspecto é praticamente o mesmo que nos smartphones mas, como o ecrã é mais generoso, a experiência torna-se mais rica e prática.

As vistas horizontais “Recente” e “Álbuns”, que não funcionaram no meu smartphone, aqui funcionam com uma fluidez incrível, sem o mínimo de dificuldade.

Na barra de notificações, como habitualmente, encontra-se o ícone desta aplicação indicando o nome da música e o intérprete em reprodução. Existe também um widget, bastante simples, que permite não só visualizar a informação que acabei de descrever mas também iniciar/interromper a reprodução e avançar para a faixa seguinte.

No tablet de 10.1″ (1280×800 pixéis)

Aqui, no Honeycomb, a experiência é a mais rica de todas (mal se não fosse…).

Todas as vistas incluem o máximo de informação possível. Quando há mais de um álbum para o mesmo caso (intérprete ou género), as imagens aparecem sobrepostas, em vista tridimensional, de forma a conseguir visualizar um pouco da imagem. A vista tridimensional inclina-se segundo 2 eixos, reagindo ao toque e ao giroscópio do dispositivo.

Nestes tipos de vista em 3D a fluidez é boa, mas não é excelente! Para uma máquina deste gabarito e uma aplicação desenhada pela Google não esperava que tivesse o mínimo de dificuldade em conseguir uma fluidez óptima… infelizmente tem, e não é só nesta aplicação mas essencialmente no launcher deste sistema operativo.

No tipo de vista músicas é possível ver a informação completa, como no browser, acrescentando ainda o ícone do álbum da respectiva música.

Como disse mais acima, é também possível abrir a interface do browser no tablet (desde que suporte flash), embora tenha pouca utilidade.

Como conseguir um convite?

Esta é a questão crítica para usar este serviço. Na verdade não é permitido pedir um convite fora dos US, no entanto é possível “dar lá um salto num instante” e pedir um!… verdade? Após pedir um convite não é mais feita qualquer verificação de localização para usar o serviço.

É possível fazê-lo usando uma proxy ou uma VPN. Eu vou descrever a forma como o fiz, com uma web proxy, pois tenho a certeza que funcionou.

  • Abrir o browser no endereço http://www.hidemyass.com/;
  • Escrever o endereço http://music.google.com no local para tal;
  • Por questões de segurança, e porque vai ser necessário introduzir as credenciais de acesso através da proxy, use ligação SSL fazendo um clique em “SSL security” para “ON”. Se ainda assim não se sentir seguro, mude a palavra-passe antes de usar esse serviço e torne a mudá-la depois de o usar;
  • Clicar em “Hide My Ass!” ou premir Enter;
  • Fazer o login na conta Google. Se quiser usar o serviço num dispositivo móvel Android deve, obviamente, usar esse email;
  • Será redireccionado para a página de pedidos de convites. Basta clicar em “Request Invitation”;
  • Feito.

Agora vem a parte mais dolorosa, a espera!! Eu pedi o convite no dia 24 de Junho às 21h e recebi-o no dia 28 de Junho às 18h, portanto, foram 4 dias de espera. Até pensei que não ia receber mas, como “quem espera sempre alcança”, cá chegou o dito.

Pode usar qualquer outra proxy ou VPN mas não garanto que o processo seja bem sucedido.

Já recebi o convite. Como instalo as aplicações?

Assim que o convite chega ao email e é aceite, há um “passo a passo” com algumas condições de serviço a serem aceites e escolha das músicas gratuitas pretendidas. O último passo é para descarregar o programa Music Manager para sincronizar o repositório de músicas do computador (iTunes, Windows Media Player ou outra localização) com a cloud. Mesmo que o download não seja feito nessa altura, é possível fazê-lo a qualquer momento bastando clicar em “ADD MUSIC” no site da music beta.

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A questão agora prende-se com a impossibilidade de instalação da aplicação no Android, a partir do Android Market, pois o seu acesso está restrito à área dos US (ver aqui). Existem algumas aplicações no Android Market como o MarketEnabler que mudam o código de rede, temporariamente ou definitivamente, para que a aplicação Market “pense” que a localização é mesmo US. Para o fazer é preciso ter acesso “root” e outros apetrechos aborrecidos e, pelo que testei, nem sequer funcionou.

Para evitar tudo isso, basta instalar o .apk que disponibilizo abaixo que a questão fica resolvida! A única desvantagens é a aplicação não se actualizar automaticamente via Market.

Notas finais

Este serviço tem uma utilidade abismal e, pessoalmente, acho que só vingará se o seu preço for realmente cativante, do género “pechincha”.

Na generalidade, a largura de banda de upload da ligação à Internet não é nada de extraordinário o que, para quem tem vários gigabytes de músicas, pode ser uma dor de cabeça até que todo o reportório seja enviado para a cloud.

Em termos de desempenho do serviço, até agora, está fenomenal. Notei que seria útil um equalizador agregado à aplicação para Android de modo a cada um poder ouvir a seu gosto. Quem sabe, aparecerá aí brevemente uma nova versão.

É também sabido que a taxa de bits poderá diminuir dependendo das condições da rede, diminuindo consequentemente a qualidade do som. Da experiência que tive e de todos os relatos que li, a qualidade é sempre bastante boa e não foram notadas quebras que prejudicassem acentuadamente a qualidade do som.


Licença: Freeware (enquanto em fase beta)
Sistemas Operativos: Android 2.2+ até 3.1
Download via Pplware: Google Music [3.8MB]
Homepage: Google Music beta

Via Pplware:

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