XcodeGhost nos iPhones

Foi descoberto na semana passada um tipo de malware desenvolvido para iOS que conseguiu passar a segurança apertada relativa às aplicações que são submetidas na AppStore, colocando assim em risco vários milhões de utilizadores.

A Apple em declaração oficial já reconheceu a situação e já procedeu à remoção das aplicações infectadas sem dizer quantas ou quais é que se encontravam na AppStore.

Porque este é um assunto que levanta algumas dúvidas, deixamos agora aqui um FAQ com algumas pergunta e respostas sobre este malware para iOS.

1. O que é o XcodeGhost?

O XcodeGhost é um novo malware criado para afectar dispositivos que corram o iOS, tendo sido utilizado uma versão modificada do Xcode aquando do processo de criação da App.

2. Como é o XcodeGhost distribuído?

Uma versão do Xcode modificada com código malicioso foi introduzida num serviço de partilha de ficheiros do Baidu e descarregada por diversos programadores Chineses.

Desta forma esses programadores depois compilavam o software para iOS sem saberem que estavam a utilizar uma versão modificada do Xcode, o que permitiu que este malware conseguisse passar pelo processo de revisão da Apple para a aprovação das apps na AppStore.

3.Quais os dispositivos afectados?

Todos os modelos do iPhone, iPad e iPod Touch que corram uma versão do iOS compatível com as aplicações infectadas.

4. Quais as aplicações infectadas?

A empresa de segurança Palo Alto Networks, partilhou uma lista com mais de 50 aplicações infectadas, incluíndo WeChat, NetEase Cloud Music, WinZip, Didi Chuxing, Railway 12306, China Unicom Mobile Office.

5. Quantos utilizadores foram afectados?

Especula-se que cerca de 500 milhões de utilizadores possam ter descarregados uma das aplicações (ou actualizações) principalmente devido ao facto da app WeChat ser bastante popular na China.

6. Quais as versões do Xcode afetadas?

Qualquer versão da 6.1 à 6.4.

7. Quais os riscos que o XcodeGhost apresentam para o utilizador?

As aplicações infectadas permitem recolher informação sobre os dispositivos e depois, de forma encriptada, enviam esses dados para os servidores (C2) geridos pelos hackers. Os dados podem incluir:

      Hora e data actual
      Nome da aplicação infectada
      O bundle identifier da app
      Nome e tipo do dispositivo infectado
      Idioma e região do dispositivo
      UUID do dispositivo infectado
      Tipo de rede

Foi também descoberto que as aplicações infectadas podem receber comandos enviados pelos servidores geridos pelos hackers para alterar o comportamento da app:

      Criar uma janela a pedir usernames e passwords (phishing)
      Comprometer diversos URLs (hijacking) abrindo assim uma porta de possibilidades para explorar novas falhas no iOS.
      Ler e escrever dados no clipboard do iOS.
8. O XcodeGhost pode afectar utilizadores fora da China?

Sim. Algumas das apps infectadas estão disponíveis na AppStore de diversos países. A CamCard por exemplo é uma aplicação popular para ler e guardar cartões de visita que está disponível na AppStore dos EUA e outros países, enquanto que a WeChat apenas está disponível na China / países Asiáticos.

9. Porque é que os programadores descarregaram o Xcode modificado?

Devido ao tamanho do Xcode alguns programadores preferem descarregar o software disponível em mirrors em vez de o descarregarem dos servidores da Apple.

10. Como estão a Apple e os programadores a resolver o problema?

A Palo Alto Network diz que está a trabalhar em conjunto com a Apple para resolver o problema e para melhorar os processos de detecção, enquanto que os programadores actualizaram as suas aplicações para remover o malware.

A Apple emitiu um comunicado na reuters sobre este assunto: “We’ve removed the apps from the App Store that we know have been created with this counterfeit software. We are working with the developers to make sure they’re using the proper version of Xcode to rebuild their apps.”

11. Como me posso proteger?

Os utilizadores devem actualizar/remover imediatamente qualquer aplicação lista aqui. Alterar a password do iCloud ou quaisquer outras passswords introduzidas no seu dispositivo é também aconselhado.

Os programadores devem actualizar o Xcode para a versão 7 ou 7.1 beta e fazer o download apenas de fontes oficiais, neste caso os servidores da Apple.

Em Portugal os casos devem ser muito poucos, mas é sempre bom confirmar que sem alguma destas aplicações instaladas no seu dispositivo iOS.

Fonte: MacRumours

Fonte: Tudo sobre o virus do iPhone

App Store: Apple inicia limpeza devido a ataque de grande dimensão

Até ontem, apenas cinco apps infetadas chegaram à loja da Apple sem ser detetadas. Apple alerta programadores para não usarem ferramentas contrafeitas.

A Apple confirmou que a loja de apps do iPhone e do iPad foi alvo de um ataque de grandes proporções. A companhia reagiu ontem aos alertas lançados por várias empresas de segurança eletrónica dando início a um processo de “limpeza” da apps contaminadas por um código malicioso conhecido por XcodeGhost. O número de apps e utilizadores infetados não foi ainda revelado.

O nome do XcodeGhost explica em parte o método de disseminação deste malware: segundo referem os peritos, este código malicioso conseguiu pepetrar o primeiro ataque de grandes dimensões à loja da Apple através de uma “imitação” da plataforma Xcode, que costuma ser usada para as softwarehouses desenvolverem aplicações para os terminais da Apple.

O XcodeGhost terá começado a disseminar-se depois de vários programadores terem descarregado a versão maliciosa num servidor chinês, que teria como atrativo downloads mais rápidos que aqueles que, em média, costumam ser disponibilizados pelos servidores da Apple nos EUA.

De acordo com a BBC, as apps criadas com o XcodeGhost podem ser usadas para, remotamente e sem que os respetivos produtores saibam, desviar dados dos utilizadores, ou lançar falsos alertas que permitem obter passwords. Wechat, a app de aluguer de carros Didi Kuaidi, e o serviço de música da Netease estão entre as aplicações infetadas.

A Apple anunciou ontem que já começou a remover apps criadas com a versão contrafeita da Xcode (e que é conhecida por XcodeGhost). Mas essa é apenas uma parte da missão que a companhia tem pela frente: «Estamos a trabalhar com os programadores para garantir que estão a usar a versão adequada do Xcode para reconstruírem as apps», anunciou Christine Monaghan, porta-voz da Apple.

A Reuters revisitou o histórico de ataques à App Store e concluiu que, até à “invasão do XcodeGhost” apenas cinco apps tinham logrado passarem pelo escrutínio a que a Apple submete todas as aplicações antes de começar a disponibilizá-las na respetiva loja de software.

Entre os especialistas, há quem admita que outras lojas de aplicações poderão vir a ser alvo desta nova tendência de ataque que centra a mira nos programadores.

Fonte: App Store: Apple inicia limpeza devido a ataque de grande dimensão

5 mitos relacionados com baterias de dispositivos móveis

Todos nós nos habituámos a ouvir sugestões relacionadas com a utilização dada às baterias dossmartphones. Ainda hoje é comum ouvir a conversa da bateria que está viciada, quando simplesmente apresenta desgaste.

Mas existem outros mitos em volta das baterias e da sua utilização…

1. Não se deve utilizar o dispositivo enquanto a bateria está a carregar

Na verdade, os mitos surgem mas não são dadas grandes explicações quanto à sua possível credibilidade. Por que não utilizar o smartphone ou o tablet enquanto está a carregar?

Uma consequência dessa utilização será a de um carregamento mais lento, dependendo do tipo de tarefa que está a ser executada enquanto carrega. Outra das consequências, a que deve realmente ter algum cuidado, é do aquecimento do equipamento, já que está a ser alvo de um esforço extra. Como o calor é o maior inimigo da bateria, uma temperatura excessiva é prejudicial à bateria, não necessariamente apenas durante o período de carga.

2. Carregue sempre a bateria ao máximo!

Muitos dos mitos que ainda hoje se ouvem estão relacionados com as antigas baterias que vinham integradas nos nossos primeiros telemóveis, as baterias de níquel cádmio. Mas hoje em dia, os dispositivos estão, na sua grande maioria, equipados com baterias de iões ou polímeros de lítio, sendo muito mais modernas e com um desempenho muito mais eficiente.

Este tipo de baterias (que não vicia) tem uma vida útil que depende dos ciclos de carga, logo, quantos mais ciclos completar mais rapidamente irá degradar-se. Portanto, manter a bateria entre os 40% e os 80% será mais saudável para a vida útil da sua bateria. Mas se carregar a bateria ao máximo, ou se a deixar descarregar até níveis mais baixos (não inferiores a 10%), não irá notar, a curto prazo, perdas de autonomia significativas. Já uma descarga completa poderá inutilizar definitivamente uma bateria.

Leia também: O meu smartphone pode ficar a carregar durante toda a noite?

3. Não se pode deixar o smartphone a carregar durante toda a noite!

A verdade é que pode. Esta questão vai um pouco de encontro ao mito anterior. Se por um lado, para aumentar o tempo de vida de uma bateria, a sua carga deve oscilar entre os 40% e os 80%, por outro lado, na prática, são muito poucos os utilizadores que o fazem ou passaram a fazer. Deixar o equipamento ligado à electricidade muito tempo depois de atingir os 100% de carga não será um problema para a maioria deles.

Hoje em dia, todos os equipamentos estão preparados para que, assim que atinjam os 100% de carga, parar de receber energia, pelo que não serão alvo de sobrecarga.

No entanto, os fabricantes têm vindo a alertar para que os equipamentos que fiquem a carregar durante muitas horas seguidas não fiquem cobertos com cobertores, por exemplo, ou para que seja retirada a sua capa durante o processo, já que tendem a aquecer durante o processo de carga.

4. Não é necessário desligar nunca o seu dispositivo móvel

Já que desligá-lo poderá danificar a bateria.

Dar algum descanso à bateria ou ao próprio dispositivo não lhe fará mal nenhum. Pelo contrário. Esta acção poderá até ser benéfica para o dispositivo, já que irá “matar” algumas das acções em processo que tendem a diminuir o desempenho dos dispositivos. Pode também ajudar a que o dispositivo atinja uma temperatura mais baixa durante esse período.

5. Desligue Wi-Fi, o GPS e o Bluetooth para economizar bateria

Esta ideia pode não ser um total disparate, ou não ser propriamente um mito, dependendo do equipamento em utilização.

Em primeiro lugar, o Wi-Fi é um recurso relativamente económico, com pouca influência na autonomia. Já os dados móveis são mais consumidores de energia do que o Wi-Fi. Se está no escritório e só liga o Wi-Fi quando necessita mesmo de Internet no smartphone ou no tablet, a poupança de bateria que julga estar a fazer pode ser residual.

Quanto ao GPS, o dispositivo móvel, só o irá pedir localização quando realmente necessitar dela e, nesses casos, terá mais trabalho a ligá-lo manualmente, do que se o mantiver sempre ligado.

Os dispositivos móveis modernos já vêm todos equipados com Bluetooth 4.0, de muito baixo consumo de energia, pelo que as preocupações associadas à autonomia já não se colocam há muito.

Quais os hábitos que tem no tratamento das baterias?

Fonte: 5 mitos relacionados com baterias de dispositivos móveis

Controle o Android pelo seu computador com o Vysor

A chegada do Vysor vem abrir novas portas e novas possibilidades. Com o Chrome e o Vysor podem agora controlar directamente o Android em qualquer computador.

Vysor

Download: Vysor

Preço: Gratuito

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Fonte: Controle o Android pelo seu computador com o Vysor

10 dias de Apple Watch

Ao fim de alguns dias de utilização, damos-lhe a conhecer toda a experiência que um destes equipamentos proporciona.

 

São 3 os modelos que a marca disponibiliza, Watch Sport, Watch e Edition, em 2 tamanhos de caixa diferentes 38 e 42mm e com uma imensa variedade de braceletes em diferentes tamanhos, formas, materiais e cores.

As grandes diferenças nos 3 modelos base são os materiais de construção: Alumínio, Aço Inoxidável e Ouro. Não quero entrar no faits divers da Apple sobre a diferença química dos matérias e as alterações que foram feitas às ligas, já que é irrelevante para este contexto.

Existem também diferenças no vidro e na cobertura do sensor de batimentos cardíacos. No caso do Sport o vidro é aquilo a que a Apple chama de IonX (o mesmo que está no iPhone 6 e 6 Plus) que poderá ser umrebrand do Gorilla Glass 3 e a cobertura é feita de material compósito. No caso do Watch e do Edition temos um cristal de Safira (altamente resistente aos riscos) e a cobertura traseira é de cerâmica. A safira e a cerâmica são mais resistentes aos riscos, mas apresentam menos elasticidade pelo que partem com mais facilidade.

Vejam este vídeo ao teste de risco:

O alumínio apresenta uma textura semelhante à do iPhone 6 com excelentes acabamentos a nível dos orifícios e do encontro/espaçamento dos matérias e tem uma boa resistência aos riscos visíveis ao contrário da versão em aço.

O Apple Watch com a caixa em Aço partilha da mesma precisão e qualidade de acabamento do Sport, mas sofre muito com os riscos. O aço é polido e muito brilhante pelo que qualquer tipo de “abrasão” vai riscar a caixa. Podemos, no entanto, voltar a polir o relógio com uma massa de polir suave e voltar a ter o brilho inicial. Não quero com isto dizer que é fácil fazer um risco (a sério) na caixa de aço, os riscos que consegui fazer e que apareceram naturalmente reflectem-se apenas no polimento e na questão estética.

As braceletes de aço e de borracha são de qualidade, com excelentes acabamentos e pormenor, e o sistema de troca de braceletes é, de facto, o melhor que conheço. No entanto, as pulseiras de couro tem um toque mais “barato”, são finas o que não transmite aquela sensação de produto de qualidade.

Em relação aos sistemas de fecho das braceletes todos eles são resistentes e os magnéticos são muito fortes. Não se preocupe que não vai ser fácil alguém tirar-lhe o relógio do pulso. O ecrã é de grande densidade e AMOLED pelo que tem boas cores e contraste, o brilho é elevado e a visualização sob luz do sol não se revela um problema.

 

Começar a usar

Começar a usar o Apple Watch é simples. O processo de emparelhamento é rápido e em minutos temos o Apple Watch a trabalhar em sintonia com o iPhone. A partir deste momento começamos a receber uma bateria de notificações que nunca mais acabam e aqui começa o problema do smartwatch.

Partilho da mesma opinião de quem diz que agora deixou de estar atento às notificações, a quem me liga e a quem está em frente a mim para passar a estar atento à quantidade de notificações que recebo e este é para mim o grande problema de um smartwatch e de todas as notificações inúteis que recebemos do tipo “Vem dar de comer ao teu Sim” ou “Esta semana o carro XYZ está 10% mais barato”.

A ideia fundamental de um smartwatch é acabar com a necessidade de tirar o telefone do bolso para vermos as notificações, ou enviar uma resposta rápida a alguém, ou saber que música está a tocar mas, na prática, não é isso que acontece (ao início). Vemos-nos colados à necessidade de verificar e fazer dismiss a todas as notificações que recebemos e os alertar dos e-mails que não interessam e aos jogos que nos “batem” no pulso, ou seja, estamos a falar com alguém e, do nada, olhamos para o relógio, acabando assim por substituir todas as vezes que tirávamos o telefone do bolso por uma olhadela ao relógio. A melhor parte disto é que podemos controlar as notificações que queremos e filtrar o conteúdo. Deixo apenas o alerta: se está ou vai utilizar o smartwatch, pense que um smartwatch serve para o conectar às pessoas e não para o separar de quem está à sua frente.

 

Interface

O Apple Watch apresenta-nos a interface mais completa mas também a mais complexa de todos os equipamentos nesta categoria.

Sem dúvida nenhuma a coroa digital, o botão, o force touch e o ficar a carregar no botões tornam a experiência confusa, mas isso acontece apenas ao início. Passado algumas horas, carregar com mais força no ecrã para limpar todas as notificações é tão natural como carregar na coroa digital para ir para as aplicações, todos estes métodos de input requerem hábito mas não é nada que ao fim de umas horas não esteja habituado.

Podemos activar o relógio através de três formas diferentes, virando o pulso, batendo no ecrã ou a carregar num dos 2 botões existentes no relógio.

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Podemos mudar entre 10 estilos de faces de relógio onde podemos personalizar desde a cor até ao que queremos que apareça. Certamente mais faces irão aparecer nas próximas actualizações do WatchOS.

O resto da interface é simples. Ao puxarmos de cima temos as notificações e ao puxarmos de baixo temos o “centro de controlo” e os Glances (resumos, em Português).

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Aqui podemos activar a vibração retirar o som ou activar o modo de voo e pingarmos o nosso iPhone para sabermos onde está através de um som reproduzido no telefone. Ao andarmos para o lado temos acesso aos Resumos que podem ser removidos/adicionados na app no iPhone, permitem-nos aceder a informação de forma rápida ou no caso do Shazaam saber que música está a tocar sem termos de abrir a aplicação no relógio.

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O HapticFeedback que a Apple decidiu utilizar é completamente diferente daquilo a que estava habituado nos outros smartwatches. Só por uma questão de comparação tenho/fui utilizador de Sony Smart Watch 1 e 2, Pebble Kickstarter e Steel, LG G Watch e Moto 360.

Em todos estes dispositivos que mencionei a vibração é feita através de um movimento circular e sentimos tal e qual como a vibração normal do nosso telefone, inclusivamente o barulho que a vibração faz também é semelhante. Mass neste caso a Apple utilizou um actuador linear, ou seja, o movimento é linear e não circular pelo que a sensação que temos é a mesma de um toque no pulso algo firme e sem barulho nenhum.

 

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Se a opção de detecção do pulso estiver activada, sempre que o relógio sai do pulso é nos pedido o código para desbloquear o relógio (é possível desactivar tanto o código como a detecção de pulso)

 

 

Outro ponto positivo é que o Apple Watch “sabe” quando está no pulso e, ao saber isso, se o relógio estiver pousado na mesa não vai receber nenhuma notificação.

 

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O Siri é uma parte bastante importante (mas não fundamental) do Apple Watch, permitindo-nos fazer os mesmos pedidos que no iPhone mas sem resposta de voz.

 

 

 

A resposta às SMS/e-mails é a mais inteligente que vi, pois o relógio “percebe” o que se passa na conversa. Se alguém lhe faz uma pergunta, as primeiras repostas rápidas são “SIM”, “Não” em vez de “Obrigado”, se a pessoa que lhe enviou a mensagem faz anos, a primeira mensagem é “Muitos Parabéns”. Mas isto vai mais longe ao detectar o idioma da mensagem e é aqui que a Apple também fez um excelente trabalho.

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Se a conversa for em Português, a função de ditado passa para Português (Portugal) se for em Inglês irá detectar a voz em Inglês, e isto funciona muito bem. Se nunca experimentou, teste no seu iPhone. O reconhecimento de voz funciona bem até em ambientes ruidosos com conversas por trás.

Para aqueles que gostam de utilizar o relógio no pulso direito, não há problema nenhum, na verdade a Apple pensou nisso e é possível na aplicação do Apple Watch no iPhone, alterar a posição do braço o que vai também influenciar a detecção de elevação do pulso.

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Notificações

Após o emparelhamento do Apple Watch com o iPhone as notificações estão activas para todas as aplicações, podendo ser desactivado na aplicação do iPhone.

As notificações tem sons diferentes e vibração é também ela diferente dependendo do tipo de notificação. Não são intrusivas e podemos controlar o volume das mesmas, para não nos esquecermos que temos notificações por ver, o Apple Watch apresenta-nos um pequeno ponto vermelho no topo do ecrã, opção que também pode ser alterada.

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A Apple pensou também na duplicação e notificações desnecessárias, se o relógio estiver fora do pulso, não vai emitir nenhuma notificação, por outro lado, se receber uma notificação no relógio, não a vai receber no iPhone com a excepção das chamadas telefónicas.

É também possível silenciar uma notificação tapando o relógio com a palma da mão durante 3 segundos.

Caso tenhamos a a função não incomodar activada no iPhone o Apple Watch vai espelhar essas definições, existindo também a opção de gerirmos o horário conforme queremos, ou mesmo desactivar por completo a função no relógio.

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Fazer/Receber uma chamada telefónica no Apple Watch é simples e funcional, tão funcional como num Gear da Samsung, com boa qualidade e volume mas, se o fizer em público, fique a contar com alguns olhares estranhos. Para mim, a utilidade de atender uma chamada no relógio está quando não temos o telefone por perto em casa ou numa situação do tipo “Ligo-te já, agora não dá jeito falar” e não queremos simplesmente enviar um SMS. Como o Apple Watch se liga ao iPhone através de Bluetooth ou Wi-Fi (dentro da mesma rede) o alcance é elevado.

Se tiver o Voice over Wi-Fi (Wi-Fi calling) as chamadas telefónicas não são reencaminhadas para o Apple Watch.

 

Apps

Á data de abertura da AppStore para o Apple Watch já havia algumas centenas de aplicações desenvolvidas para o WatchOS, o que demonstra a vontade que os programadores têm em disponibilizar um acesso mais rápido através do Apple Watch. Temos desde o Shazaam até ao Things e ainda alguns jogos. Por omissão, a instalação automática de aplicações no Apple Watch não é feita, o que me parece útil pois o relógio tem 6GB de memória interna partilhadas entre fotografias (até 500), músicas (até 2GB) e as aplicações.

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Um exemplo que posso dar em relação à instalação de apps é o da Shazaam (está muito bem conseguido, até a leitura de letras em tempo real). Instalamos a app no nosso iPhone, vamos à aplicação do Apple Watch e dizemos que queremos também a Shazaam no Apple Watch, simples.

Existe também a possibilidade de activar o handoof, o que nos permite continuar a usar a aplicação mas no iPhone, no ponto em que estávamos no relógio.

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O tempo que demora a carregar uma aplicação varia muito, principalmente quando o Apple Watch precisa de pedir alguma coisa ao iPhone. Carregar o mapa não está de todo tão lento como nos relógios e software que já vimos em algumas reviews e vídeos anteriormente. Mas não é algo instantâneo. Para abrir um mapa com a minha localização posso ter de esperar entre 2 a 10 segundos, dependendo se abriu o mapas recentemente.

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A Apple introduziu também novos métodos “comunicar” ou seja através do envio de batidas no ecrã, desenhos e o envio do ritmo cardíaco. Para alguns serão apenas mais uma inutilidade, mas eu até vejo alguma piada em enviar taps para o pulso dos meus amigos.

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Bateria e o Impacto na bateria do iPhone

No meu caso em particular não vos posso transmitir algo correcto pois, desde que tenho o iPhone tenho o Pebble, e o Bluetooth anda sempre ligado mas se não é normal para si ter o Bluetooth ligado, espere um decréscimo na ordem dos 10 a 20% na autonomia do seu iPhone.

A bateria do Apple Watch tem sido uma agradável surpresa.

O meu dia começa às 6:30h (hora em que desligo o Apple Watch do caregador) e, normalmente, acabo o dia às 23:30/00:30h com 35%/40% de bateria.

Durante o dia, a utilização conta com cerca de 2 a 4 chamadas telefónicas pelo Apple Watch, consulta de e-mail e notificações, utilização do Shazaam e Amazon, 35 a 60 minutos de corrida com a aplicação Workout, envio de sketches/taps e a consulta das horas/meteorologia.

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Não é possível comparar ao Pebble pelas razões mais obvias (7 a 10 dias de bateria), mas comparando com o Moto 360 andam muito a par no que toca a bateria. Posso dizer que chega perfeitamente para o dia e caso precise de um bocado mais de “força” para sair numa noite mais longa, a carga é rápida o suficiente para ir a casa tomar um banho e voltar a sair com mais 20% ou 30% de bateria.

Os meus dados são de um Apple Watch 42mm, o de 38 pelo feedback que tenho, tem cerca de 7 a 10% menos de bateria no final do dia.

 

Fitness e Actividade

Uma das principais funções do Apple Watch é sem dúvida o fitness.

Com a introdução da aplicação Workout e Actividade é nos possível monitorizar o nosso nível de actividade e definir objectivos por calorias, tempo ou zona de batimento cardíaco.

A actividade está feita para monitorizar o dia, desde o momento em que se liga o Apple Watch pela primeira vez somos convidados a configurar (tal como acontece com o S Health) a nossa idade, peso e nível de activiade física. Isto vai permitir calibrar a contagem de calorias com base no nosso ritmo cardíaco.

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Durante o dia o relógio tenta medir o ritmo cardíaco a cada 5/10 minutos, vai contando os nossos passos (em conjunto com o iPhone) e vai actualizando os anéis com essa informação. Quando cumprimos o objectivo por nós estabelecido, recebemos “medalhas” que poderemos consultar na aplicação do iPhone.

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Num combate ao sedentarismo somos lembrados para nos levantarmos e caminharmos um pouco durante 1 minuto em cada hora, num total de 12 horas. Todas estas notificações e opções podem ser alteradas/desactivadas.

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Workout / Exercício

Esta aplicação vem configurada para contar os seguintes exercícios:

  • Elíptica
  • Caminhada Exterior
  • Corrida Exterior
  • Bicicleta Exterior
  • Caminhada Interior
  • Corrida Interior
  • Bicilcleta Interior
  • Remo
  • Step Stepper (Escadas)
  • Outro.

Podemos escolher diversos objectivos quando começamos a actividade física, calorias, tempo, distância ou sem objectivo. O relógio está sempre a contar o tempo e a medir o ritmo cardíaco para conseguir fazer um cálculo mais preciso do consumo de calorias.

No fim da sessão de treino somos convidados a guardar os dados que depois podemos consultar no iPhone na aplicação Actividade (a dos anéis).

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No caso do exercício exterior, é necessário o iPhone para utilizar o GPS. Se não quiser levar o iPhone e tiver uns auscultadores Bluetooth, é possível ouvir a música que esteja guardada no Apple Watch (até 2 GB) sem qualquer problema e com bom volume.

 

Conclusão

O Apple Watch é o primeiro dispositivo do segmento que a Apple lançou e parece-me que fez um bom trabalho. Comparativamente com os outros aparelhos posso dizer que a Apple tem um produto mais completo. Não quero dizer que o software seja o mais simples de utilizar, mas é o mais completo de todos. Temos diversas possibilidades e as aplicações existentes já são às centenas (há quem fale em cerca de 3500, até) e toda a interação com o iPhone está bem pensada e sem falhas.

O facto de ser quadrado e não circular fez-me pensar um pouco ao início, mas depois de o utilizar consigo perceber o quão mais natural é ter uma aplicação neste formato do que num ecrã circular que obriga a “cortar” a interface.

Há aplicações que a meu ver são desnecessárias, quem é que vai ver as fotografias num relógio? Mas acredito que há alguém que goste e por esse motivo a aplicação está lá.

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Há rumores de que a Apple irá lançar o Apple Watch em finais de Junho em mais alguns países nos quais Portugal deverá estar incluido, mas com os recentes atrasos na produção, esta data poderá ser empurrada para Agosto. Mesmo o Siri não estando disponível em Português (o WatchOS também não está disponível em PT-PT/BR) as funcionalidades estão lá na mesma e principalmente, o ditado para introdução de texto quando necessário.

Para quem apenas quer receber as notificações e utilizar algumas aplicações um pouco mais limitadas, o Pebble é a solução, funcional, excelente construção, uma comunidade de programadores cada vez maior e a um preço bem mais acessível mas, se o seu telefone estiver a correr o Android, poderá também usar o Pebble e o Android Wear.

Se precisa de um SmartWatch? Não, não precisa a não ser que queira estar em cima de todas as notificações e ache importante fazer um registo das suas sessões de fitness, mas mesmo assim é uma compra que deve ponderar e colocar na balança a utilidade/uso que vai dar, contra o preço do dispositivo e o restante impacto que poderá trazer à bateria do seu telefone.

Fonte: 10 dias de Apple Watch

Factory Reset no Android não elimina dados

Para quem pensava que depois de fazer um Factory Reset no Android (Restaurar os Dados de Fábrica) o equipamento ficava completamente sem informação pessoal…CUIDADO, não é bem assim!

De acordo com a notícia avançada pelo site arstechnica, mesmo depois de fazer um Factory Reset ao seu Android ainda é possível recuperar credenciais de autenticação, mensagens de texto, e-mails, contactos, etc. Já pensou que se o vender, alguém pode recuperar estes seus dados?

A Google tem pela frente um grande problema de segurança que precisa de resolver com a máxima urgência.

De acordo com um estudo agora publicado com o nome Security Analysis of Android Factory Resets, levado a cabo por  Laurent Simon e Ross Anderson da Universidade de Cambridge, sabe-se que mesmo fazendo um Factory Reset no Android os dados pessoais não são completamente apagados.

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Tendo como base o estudo, estima-se que mais de 500 milhões de smartphones não conseguem “limpar” totalmente as partições onde os dados pessoais estão guardados e mais de 630 milhões de smartphones não consegue remover a informação na totalidade dos cartões SD internos, onde são armazenados os vídeos, fotografias, e tantos outros dados pessoais e privados do utilizador.

Para se ter uma ideia do “perigo”, em mais de 80% dos casos é possível recuperar as credenciais do Facebook e do Google usando as chaves de encriptação e mecanismos de força bruta.

We estimate that up to 500 million devices may not properly sanitise their data partition where credentials and other sensitive data are stored, and up to 630 million may not properly sanitise the internal SD card where multimedia files are generally saved.

We found we could recover Google credentials on all devices presenting a flawed factory reset. Full-disk encryption has the potential to mitigate the problem, but we found that a flawed factory reset leaves behind enough data for the encryption key to be recovered.

android-data-recovery

Simon e Anderson testaram 21 smartphones de cinco fabricantes, incluindo Samsung, HTC e Nexus, todos com versões do Android que vão desde o 2.3 até ao 4.3. A Google já foi contactada mas até ao momento não há qualquer feedback sobre este caso.

Fonte: ALERTA: Factory Reset no Android não elimina dados – Pplware

Análise: Optimus San Remo

Análise ao mais recente topo de gama da Optimus, San Remo.

 

A Optimus voltou a reforçar o seu portefólio de smartphones com o Optimus San Remo. A Optimus tem vindo a propiciar excelentes equipamentos de marca própria em parceria com a Orange e a Alcatel.

O San Remo é um smartphone que parece ter levado à letra o “apertar do cinto” que tão habitual se tem tornado nos dias de hoje. Este smartphone chegou e passou a ocupar o posto de topo de gama entre os seus congéneres.

Este foi um dos dispositivos da Optimus que mais me chamou à atenção. Quando o vi pela primeira vez o que mais me chamou à atenção foi o seu tamanho, espessura, peso e revestimento do ecrã.

O aspecto físico do Sam Remo é ao mesmo tempo um ponto positivo como um ponto negativo. Na vertente negativa, o seu design não tem muito requinte, hoje em dia o consumidor normal (aquele que não se preocupa muito com o hardware), procura na maioria das vezes equipamentos com um corte requintado mesmo que não seja um topo de gama mundial, por outro lado o material é bastante suave, parece ser suficientemente resistente, elegante e ergonómico que para equipamentos com ecrãs superiores a 4″ é um ponto essencial.

Para quem tem mãos secas, a capa traseira ser suave pode ser um problema que podem deixá-lo cair se houver descuido principalmente para quem tiver mãos pequenas, se o perfil das suas mão não se encaixar no mencionado, os contornos arredondados são suficientes para se segurar bem e adequadamente o equipamento.

Também tem outro problema que para mim é uma falha tremenda: o botão do power está mal colocado no topo superior direito. Devido ao tamanho do ecrã, torna-se difícil chegar ao botão com a mão que se está a segurar o telemóvel, mesmo que estique os dedos. Então para quem tiver mãos pequenas. só resta a hipótese de usar a outra mão a não ser então que consiga deslocar o dispositivo para baixo na mão que o segura… Pode ser realmente um problema para utilizadores que tenham mãos pequenas, eu não tenho esses problemas porque tenho mãos suficientemente grandes para segurar equipamentos com grandes ecrãs.

Mesmo para tirar printscreens, que usa a combinação de teclas Power + Volume para baixo, não dá qualquer jeito para se usar uma só mão, tendo que recorrer à outra. O sitio mais ideal, na minha opinião, seria ou na lateral direita ou na lateral esquerda, de preferência no lado direito por baixo dos slots.

Referente à parte frontal temos o que vem na maioria dos equipamentos, auscultador, sensores e câmara frontal, mas este vem com um LED de notificações, no entanto, só pisca uma luz azul não dando para alterar a sua cor.

Ainda na parte frontal, o equipamento usa soft key (teclas de navegação capacitivas), são totalmente iguais às usadas no Android AOSP mas neste caso estão incorporadas no próprio equipamento.

Ecrã

Gostei bastante deste ecrã, apesar de ser IPS LCD, tem uma qualidade bastante satisfatória para a sua resolução de 540 x 960 pixeis – tamanho do ecrã, que é de 4.66 polegadas. Nos ícones notam-se alguns pixeis ou os contornos um pouco esbatidos, mas devem-se ao facto de não possuir uma elevada densidade de pixeis, tem aproximadamente 236 PPI, mas no geral o ecrã não é dos piores.

Um outro aspecto que gostei do ecrã é a sua protecção Dragon Trail Glass, apesar de que não a conhecia pessoalmente até esta análise, pareceu-me bastante interessante por parecer ser resistente e pela questão de que, juntamente com a excelente luminosidade do ecrã, permite uma satisfatória visualização do ecrã quando exposto a um campo com enorme luminosidade solar. Referi que o Dragon Trail Glass parece resistente porque, como é óbvio, não testei a sua resistência.

Câmara

Definitivamente para o comum utilizador, a câmara é um dos componentes mais importantes. O utilizador procura tirar boas fotos sem a necessidade de andar sempre com a máquina fotográfica.

A lente principal deste equipamento tem 8Mpx e tem uma qualidade razoavelmente boa, proporciona tirar fotografias com uma qualidade suficientemente aceitável no entanto a câmara frontal é um total desastre.

A qualidade da câmara frontal é das piores que já vi, para 2Mpx a imagem fica extremamente pixelada e muito escura mesmo num ambiente com luz, não sei se é algum problema de software, kernel (Kernel 3.4) ou se é mesmo da lente.

Eu pessoalmente dou mais importância a outros aspectos como qualidade do ecrã, estabilidade do sistema, actualizações, processador, RAM, o hardware no geral, mas uma análise não recai propriamente para os aspectos técnicos mas mais para a utilização.

Som

O San Remo tem incorporado uma coluna stereo, que ao contrário do que se podia pensar, proporciona uma audição de musica muito boa com uma qualidade bastante boa.

Fiquei impressionado com os auriculares que traz. Normalmente os auriculares que vêem com os equipamento não oferecem uma qualidade de som muito boa, bem estes ficaram completamente acima das minhas espectativas, a qualidade de som está muito acima daqueles que a maior parte dos equipamentos Android e dos topo de gama oferecem.

Durante o tempo que tive o San Remo comigo, usei estes auriculares no meu telemóvel, pois realmente estes oferecem muito melhor qualidade do que o meus.

Software

Há dois pontos que estão inter ligados neste terminal: a performance e a versão do Android. Foi uma má ideia da Optimus lançar este equipamento com Android 4.1.1, quando o Android 4.2 está disponível desde Outubro. O Optimus San Remo vem equipado com um SoC MTK 6577 (pertence à gama anterior dos MediaTek Dual-Core) a 1GHz, teria muito mais rendimento com Android 4.2.

O sistema que acompanha este equipamento é quase AOSP, a interface é praticamente a original do Android mas vem com alguns ícones custom e algumas modificações nos menus, mas o sistema no geral é bastante fluido, talvez ficando melhor com o Apex Launcher ou o Nova Launcher.

As Opções de programador deixou de estar no menu das definições e passou a estar na opção Sobre o telefone com o nome de Configurações avançadas, quem procurar estas opções fica aqui explicado.

Achei o sistema de actualizações bastante interessante, permite actualizar via OTA ou instalação manual, mas tudo feito no equipamento, bastando ter a ROM na memória interna. Penso que os demais fabricante deveriam permitir o mesmo sem a necessidade de recorrer a aplicações de terceiros como por exemplo o Odin para os equipamentos Samsung Galaxy.

Bateria

Bateria é sempre um assunto um bocado subjectivo e muda substancialmente conforme a utilização de cada um. A bateria tem uma capacidade de 1800 mAh e segundo os meus testes teve uma duração relativamente boa a durar me pouco mais de um dia sempre com o brightness no máximo, Wi-Fi ligado e outras aplicações a correr. Com Wi-Fi ligado e sem ligar o ecrã, dos 100% aos 0% durou pouco mais de 5 dias, mesmo com outras aplicações a funcionarem em background. Claro que se fizesse um uso realmente extensivo provavelmente não me chegaria a 24 horas, mas é um bom indicador para quem procura equipamentos económicos.

Parece-me que o sistema vem bem tweakado neste aspecto, os SoCs MediaTek são conhecidos por terem baixo consumo.

A bateria não pode ser removida o que os slots do cartão Micro SIM e do cartão Micro-SD são exteriores, um no lado direito e outro no lado esquerdo respectivamente.

Memórias

Rondam alguns comentários nos demais fóruns de equipamentos móveis que este equipamento vem com 512MB de RAM, mas a realidade é que vem com 1GB (mas deverá ter pouco mais de 800MB utilizáveis já que cerca de 100MB são usados para sustentar o GPU).

Apesar das várias aplicações que vêm instaladas que são: WhatsApp, Chrome, OfficeSuite 7, Skype , Google Plus, Evernote, Adobe Reader, MB Phone, Plants Vs Zombies (jogo), Shazam, Optimus Wiz Location, The Sims 3 e Viber, ainda têm +/- 1.14GB de espaço livre de 2GB no total. Apesar da pequena memória interna, podem estender através de um cartão Micro-SD até 32GB.

Algumas aplicações não permitem que sejam movidas para a memória externa, desta forma, irão encher rapidamente a memória interna.

Penso que seria desnecessário vir com estas demais aplicações, excepto o Optimus Wiz Location já que pertence à operadora. Estas aplicações podem ser gratuitamente descarregadas pelo Google Play e seria sensato não carregar o equipamento com aplicações que os utilizadores poderão não utilizar.

Segurança dos dados 

Outro aspecto interessante é a aplicação de backups original da Alcatel chamado de OneTouch Cloud Backup. Esta aplicação permite fazer backup dos contactos, mensagens, calendário, aplicações (só o APK), configurações do sistema, fotografias, marcadores, musicas, registo de chamadas e vídeos para o Dropbox ou o Box. Igualmente permite fazer backup para a memória interna mas deveria também permitir escolher o cartão SD, uma vez que a memória interna é muito pequena.

Benchmarks

Seguem alguns benchmarks. Como sempre esta matéria é inconclusiva e servem para informação não para referenciar se é um bom ou mau equipamento. Os benchmarks não valem de muito até porque a maioria das aplicações para o efeito não aproveitam nem metade da potencia do hardware, noutras palavras servem para mostrar quem tem a “pilinha maior”.

Conclusão

É sem dúvida o melhor Android que a Optimus já lançou. Ganha em todos os aspectos ao Optimus Madrid, que vendeu bastante bem. Infelizmente tem alguns problemas de fundo que lhe retiram algum mérito. É um bocado mau pensar que apesar de ser um equipamento lançado em Maio deste ano ainda vem com o Android JellyBean 4.1.1 que para além de ser desactualizado não tira totalmente partido do hardware deste aparelho.

Não é um mau telemóvel, penso que reúne o necessário para ter uma boa venda mas também o seu preço não irá ajudar a muito mais.

Penso que a Optimus deveria analisar melhor o mercado dos média gama pois há equipamentos melhor equipados e mais baratos. Olhando para aquilo que o mercado neste momento oferece, o preço de lançamento deveria rondar no máximo os 200€, a Optimus sairia muito a ganhar se o preço fosse este.

Espero que considerem esta critica pessoal como incentivo a melhorarem a competitividade.

Quero agradecer à Optimus por ter cedido este equipamento para análise.

Fonte: Análise: Optimus San Remo – Pplware