SugarSync integra-se com o Outlook – O fim dos anexos?

SugarSync integra-se com o Outlook – O fim dos anexos?

Criado por Pedro Simões em 26 de Outubro de 2011 | 19 comentários

Nos dias que correm as nossas formas de comunicação preferenciais estão a mudar. Abandonámos há anos a forma tradicional de correio para abraçarmos o correio electrónico.

Esse serviço, a par com a navegação web, é dos mais usados hoje em dia. Poucas melhorias têm surgido neste serviço, mas algumas têm surgido. Uma possível alteração é a que a SugarSync agora apresentou, ao integrar o serviço de alojamentos que disponibiliza com o cliente de email da Microsoft, o Outlook.

Este novo serviço que a SugarSync disponobiliza vai permitir que acabemos de vez com a tarefa de anexar ficheiros às nossas mensagens e termos de fazer a gestão dos tamanhos e tipos desses anexos.

Os anexos das mensagens passam a ser enviados para o espaço que têm na vossa conta de SugarSync e na vossa mensagem vai apenas um link para o local onde o destinatário pode descarregar o anexo.

Esse link é seguro e pode ser gerido a qualquer momento por vocês. Podem eliminar ou visualizar quantas vezes ele foi descarregado.

Depois de instalada a extensão que a SugarSync disponibiliza para o Outlook passam a ter na Ribbon das novas mensagens uma opção para anexar ficheiros. Ao seleccionarem essa opção é-vos mostrada uma caixa onde podem escolher quais os ficheiros, que têm na vossa conta SugarSync, pretendem anexar.

Naturalmente que podem também anexar ficheiros que tenham na vossa máquina, pois o SugarSync encarrega-se de os guardar na vossa conta. Mesmo que não indiquem que pretendem que o SugarSync trate desse processo, após a ordem de envio de mensagem é mostrada uma caixa a propor essa possibilidade.

As definições do SugarSync for Outlook são vastas e vão a definição dos dados de acesso à vossa conta de SugarSync, os dados de Proxy, se necessitarem, até outras genéricas e associadas ao Outlook.

Uma das definições a que devem prestar atenção é à condição para que o SugarSync trate do anexo. Podem definir um tamanho mínimo para que este seja tratado pelo SugarSync.

Esta opção é extremamente útil para que possam usar uma situação mista, em que o SugarSync trate apenas dos anexos que excedam o tamanho máximo permitido pelo vosso servidor de envio de correio. Podem ainda definir que querem que o SugarSync trate sempre dos anexos ou nunca.

O SugarSync for Outlook necessita, como seria de esperar, que tenham uma conta SugarSync e pode ser usado nas versões 2007 e 2010 do Outlook.

Para avaliarem de forma mais real o funcionamento do SugarSync para Outlook, nada melhor que verem o vídeo que disponibilizamos abaixo.

Este add-on para Outlook é uma ajuda preciosa sempre que necessitamos de enviar anexos maiores que o normal e que, por culpa do tamanho que têm, são barrados pelos servidores de email. Integra-se de forma perfeita com o Outlook e é extremamente simples de usar.

Este novo serviço que a SugarSync disponibiliza é um factor diferenciador face às outras propostas que estão disponíveis na Internet para serviço de alojamento de ficheiros.

Testem o SugarSync for Outlook e provavelmente vão passar a usá-lo de forma intensiva.

Artigos Relacionados:

Licença: Freeware
Sistemas Operativos: Windows XP/ Vista/ 7
Download: SugarSync for Outlook [2.07MB]
Homepage: SugarSync for Outlook
Homepage: SugarSync

Comandos Linux para Totós – Tutorial nº 21

Comandos Linux para Totós – Tutorial nº 21

Criado por Pedro Pinto em 16 de Novembro de 2011 | 15 comentários

Configuração de parâmetros de rede

Ora vivam caros linuxianos!!! Cá estamos nós para mais uma rubrica “Comandos Linux para Totós”. Pelo feedback que temos tido de muitos leitores sobre esta rubrica, concluímos mais uma vez que esta “pequena” documentação sobre Linux tem ajudado muitos a darem os primeiros passos no mundo do terminal preto. Era esse o nosso objectivo e ficamos muito satisfeitos com todos os comentários.

Estão prontos para mais uma rubrica…terminal preto já está On? Ora vamos lá…

linux_totos

Nos dias que correm uma máquina sem Internet é quase como uma peça de museu! Nesse sentido, além de ser importante saber configurar a rede num sistema Linux é também importante saber fazer troubleshootingcaso haja algum problema. Tendo como base o Linux CentOS, hoje vamos ensinar a configurar as interfaces de rede e outros parâmetros associados. Va

Ficheiros para configuração dos parâmetros de rede

  • /etc/hosts – Registo de nomes (locais)
  • /etc/host.conf – Indica a ordem pela qual os nomes são resolvidos em IPs
  • /etc/resolv.conf – Indicação dos servidores de DNS
  • /etc/sysconfig/network – Hostname (nome da máquina) e gateway

Na directoria etc/sysconfig/network-scripts/ podem ser encontrados vários scripts de configuração das interface.

Vamos a uns exemplos de configuração dos ficheiros referidos anteriormente, considerando os seguintes parâmetros de rede de uma máquina:

  • Endereço IP: 192.168.0.1
  • Mascara: 255.255.255.0
  • Gateway:  IP: 192.168.0.254
  • DNS: 192.168.0.254 e 192.168.0.253

Vamos então à configuração dos ficheiros.

/etc/hosts

No ficheiro hosts é normalmente associado o nome da máquina ao endereço loopback. No entanto, este ficheiro pode também ser usado para associar “manualmente” um nome a um endereço IP.

[root@pplware network-scripts]# cat /etc/hosts
 127.0.0.1   tiger.pplware.com localhost.localdomain    localhost
 ::1    localhost6.localdomain6    localhost6

etc/host.conf

Este ficheiro indica a ordem que deve ser seguida para resolver um nome num endereço IP. No seguinte exemplo podemos ver que o primeiro ficheiro a ser consultado é o hosts e o parâmetro bind refere-se ao serviço de DNS configurado no ficheiro /etc/resolv.conf.

[root@pplware network-scripts]# cat /etc/host.conf
order hosts,bind

/etc/resolv.conf

Neste ficheiro configuramos os servidores de DNS. A directiva search

[root@pplware network-scripts]# cat /etc/resolv.conf
; generated by /sbin/dhclient-script   nameserver 192.168.0.254
nameserver 192.168.0.253

/etc/sysconfig/network

Tal como referido, neste ficheiro indicamos o nome da máquina e o gateway.

[root@pplware network-scripts]# cat /etc/sysconfig/network
NETWORKING=yes
NETWORKING_IPV6=no
HOSTNAME=tiger.pplware.com
GATEWAY=192.168.0.100

/etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0

Vamos agora configurar a interface de rede propriamente dita. Como exemplo vamos ensinar como configurar a interface eth0 (configurada a partir do ficheiro ifcfg-eth0, que se encontra no tal directório referido anteriormente – /etc/sysconfig/network).

[root@pplware network-scripts]#cat /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0
# Intel Corporation 82545EM Gigabit Ethernet Controller (Copper)
DEVICE=eth0:0
BOOTPROTO=static
BROADCAST=192.168.0.255
IPADDR=192.168.0.1
NETMASK=255.255.255.0
NETWORK=192.168.0.0
ONBOOT=yes

Por hoje é tudo! Espero que estejam a aproveitar estes tutoriais para aumentar ainda mais o vosso conhecimento sobre Linux e aguardo ansiosamente o vosso feedback. E os vossos contributos? Alguém quer contribuir com artigos? mail me :)

Artigos relacionados

PHP é a Quinta-Feira – HEADERs (parte 1)

PHP é a Quinta-Feira – HEADERs (parte 1)

Criado por Pedro Pinto em 17 de Novembro de 2011 | 12 comentários

Por Pedro Peixoto para o PPLWARE
Depois de umas longas “férias”, hoje é dia de mais um artigo sobre “Programação WEB”, mais precisamente sobre PHP.

Na outra semana um amigo perguntou-me como poderia forçar o download de uma imagem, uma vez que sempre que colocava um link, o browser abria a imagem em vez de aparecer a “janelinha de download” como nos restantes ficheiros. Isto acontece porque existem diversos tipos de ficheiros que o browser consegue interpretar, e nesse caso, o ficheiro é mostrado imediatamente em vez de ser perguntado ao utilizador onde quer guardar o ficheiro para posteriormente o visualizar. É possível contornar este “automatismo” forçando o browser a questionar o utilizador sobre a sua intenção, para isso recorremos a headers.

php_00

O header é um componente da mensagem http que possui os parâmetros que definem essa transacção, esta informação não é visível numa página mas contém informação útil para o browser saber como interpretar a mensagem. Por exemplo o título que aparece no browser quando abrimos uma página é fornecido através do header.

header_01

Mas como manipulamos o header em imagens? Esta era uma pergunta complicada caso não tivéssemos a simplicidade e flexibilidade do PHP ao dispôr.

A ideia é a seguinte: vamos utilizar um ficheiro PHP para incorporar a imagem, no fundo este ficheiro PHP vai ser a nossa imagem.

Criei um ficheiro index.php numa pasta juntamente com o logótipo do pplware, se abrir a imagem através do browser ela naturalmente aparece

header_03

Para tornar o nosso index.php uma “imagem” precisamos de duas coisas, temos de dizer ao browser que o que vai ler é uma imagem e de seguida dar-lhe o código da mesma.

Podemos dizer-lhe que o conteúdo é uma imagem através da função header:

void header ( string $string [, bool $replace = true [, int $http_response_code ]] )

header() é usado para adicionar mais uma linha ao header http.

Para ler e apresentar o código da imagem recorremos à função readfile:

int readfile ( string $nomedoarquivo [, bool $use_include_path [, resource $context ]] )

Lê um arquivo e escreve o seu conteúdo para o buffer de saída (output buffer).

Vamos então escrever o seguinte código no ficheiro index.php.

<?php
    $ficheiro = "logo_pplware.png"; //nome do ficheiro
    header("Content-Length: " . filesize($ficheiro)); //tamanho esperado do ficheiro
    header('Content-Type: image/png'); //dizer ao browser que o conteúdo é uma imagem
   //agora que já enviamos os headers necessários vamos fazer o output da imagem
   readfile($ficheiro); //ler o código da imagem e fazer o output
?>

E como esperado, se abrirmos a página vamos ver a imagem

header_04

O nosso “index.php” é, para o browser, uma imagem igual ao “logo_pplware.png”, este é um bom método para esconder o URL das imagens, e é também baseado neste método que a maior parte dos sites de downloads escondem o endereço real dos ficheiros, mas isto já poderia ser tema para um próximo artigo.

Nesta fase temos já a imagem a ser aberta através de um ficheiro PHP falta agora enviar mais um header que informe o browser para não interpretar directamente a imagem. Para isso basta adicionar mais uma linha ao nosso código.

header('Content-Disposition: attachment; filename=logo.png');

E aqui fica o código completo e devidamente comentado:

<?php
    $ficheiro = "logo_pplware.png"; //nome do ficheiro   header("Content-Length: " . filesize($ficheiro)); //tamanho esperado do ficheiro   header('Content-Type: image/png'); //dizer ao browser que o conteúdo é uma imagem   //informamos que o conteúdo deve ser interpretado em forma de anexo, e o nome que queremos dar ao mesmo
   header('Content-Disposition: attachment; filename=logo.png');   //agora que já enviamos os headers necessários vamos fazer o output da imagem   readfile($ficheiro); //ler o código da imagem e fazer o output
?>

Resta testar e comprovar que a imagem já não é apresentada no browser e é enviada para a barra de downloads.

header_05

É igualmente possível apresentar outros tipos de ficheiro através de um ficheiro PHP, bastando alterar o campo “Content-type” do header:

"pdf": "application/pdf"
"exe": "application/octet-stream"
"zip": "application/zip"
"xls": "application/vnd.ms-excel"
"ppt": "application/vnd.ms-powerpoint"
"gif": "image/gif"
"png": "image/png"
"jpg": "image/jpg"
"mp3": "audio/mpeg"
"mp3": "audio/mp3"
"wav": "audio/x-wav"
"mpe": "video/mpeg"
"mov": "video/quicktime"
"avi": "video/x-msvideo"

Além disso existem muitos mais campos de header que podem ser manipulados de forma a obter do browser um tratamento mais apropriado a cada tarefa específica.

Nos próximos artigos vou explicar como é possível tirar partido do header para outras finalidades e como possibilitar o download de um ficheiro durante apenas uns minutos, ao estilo dos sites de download.